S&P projeta crescimento e recuperação de margens da 3Tentos em 2026

A S&P Global Ratings projeta para 2026 de crescimento operacional relevante para a 3Tentos, impulsionado pelo ciclo recente de investimentos em capacidade industrial e expansão da rede de lojas.

Segundo o relatório, a empresa deve ampliar a originação total de grãos para cerca de 6,9 milhões de toneladas em 2026, frente aproximadamente 6,1 milhões em 2025, com maior participação de soja e canola.

O volume de processamento tende a avançar cerca de 49%, refletindo a fase de aceleração gradual da produção das expansões de esmagamento de soja e o início da operação da planta de etanol de milho, além da entrada dos volumes de DDG (sigla em inglês para grãos secos de destilaria).

Com isso, a agência estima que o EBITDA (lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atinja R$ 1,27 bilhão em 2026, com margem próxima de 6%, indicando recuperação gradual da rentabilidade após a pressão observada em 2025, quando a companhia enfrentou efeitos do início de operação das novas capacidades e volatilidade de mercado.

O plano de investimentos segue concentrado na conclusão da unidade de etanol em Porto Alegre do Norte (MT), na ampliação da capacidade de processamento de soja e na expansão da base de originação. O capex (Despesas de Capital) previsto para 2026 é de cerca de R$ 500 milhões, após pico de aportes entre 2024 e 2025.

A S&P avalia que esses projetos devem fortalecer a posição da 3Tentos no segmento de biocombustíveis, ampliar a integração entre insumos, originação e indústria e elevar a participação de produtos de maior valor agregado na receita, com potencial de ganhos de escala e melhora de margens nos próximos anos.

No campo financeiro, a expectativa é de que a alavancagem líquida permaneça acima do histórico recente, mas ainda controlada, com dívida líquida sobre EBITDA entre 1,5x e 2,0%.

O fluxo de caixa operacional livre deve continuar negativo em 2026, estimado em cerca de R$ 350 milhões, embora com melhora significativa frente ao resultado negativo de 2025, impactado pelo forte volume de investimentos.

A companhia encerrou 2025 com aproximadamente R$ 3 bilhões em caixa e equivalentes, montante reforçado por novas captações. De acordo com a agência, esse volume, somado à geração interna de caixa projetada e ao acesso ao mercado de crédito, deve ser suficiente para cobrir dívida de curto prazo, próxima de R$ 2 bilhões no fim de 2025, necessidades de capital de giro, capex e pagamento de dividendos.

Por outro lado, a S&P alerta que um eventual movimento mais agressivo de expansão ou uma deterioração relevante das condições do setor poderia pressionar os indicadores de crédito.

FONTE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *