Funcionário do Metrô é demitido após se recusar a ajudar vítima de assédio

O Metrô de São Paulo informou à CNN Brasil que o colaborador que se recusou à ajudar uma vítima de assédio sexual na manhã de quarta-feira (25), na estação Sé, será demitido.

De acordo com a companhia, a ocorrência teve início quando uma passageira procurou agentes de segurança relatando ter sido vítima de importunação sexual por um homem no vagão. Ela foi prontamente atendida por agentes mulheres, que ofereceram acompanhamento para o registro da ocorrência.

Durante o atendimento, o colaborador teria apresentado um comportamento inadequado ao interagir com outra passageira que solicitava assistência à vítima. Em um vídeo gravado por ela e cedido à CNN Brasil pela página São Paulo Sobre Trilhos, a mulher afirma que o colaborador estava falando da roupa da vítima e se recusando a ajudá-la.

“Então você tem que orientar ela a ir lá. Você tem que orientar ela a ir lá. Não fica olhando pra cara dela. Tá falando do short dela? É um direito dela de andar do jeito que ela quiser. Então você precisa trabalhar, né, direito?”, diz a passageira.

Veja o vídeo:


Ainda segundo o Metrô, a vítima optou por não ser encaminhada à delegacia, decisão que foi formalizada na presença de testemunhas. No comunicado, a companhia pede desculpas à passageira e aos demais usuários envolvidos. Segundo a empresa, seus princípios são considerados “inegociáveis”.

Veja nota completa:

“Metrô informa que o colaborador envolvido no caso da manhã desta quarta-feira (25) na estação Sé será demitido por adotar conduta que não condiz com as diretrizes da empresa em um caso grave que demanda acolhimento e respeito à vítima. A Companhia pede desculpas à vítima e aos demais passageiros envolvidos, reforçando que não compactua com qualquer tipo de assédio, nem tolera desvios aos rigorosos treinamentos aos quais todos os seus agentes que atuam em estações são submetidos anualmente, para o acolhimento prioritário das vítimas e acionamento da rede de segurança na busca pelos autores de importunação e assédio. Esses valores são inegociáveis e fazem parte de um programa estruturado de apoio às vítimas, que inclui treinamento contínuo dos colaboradores com foco em atendimento humanizado, respeitoso e eficiente, contando ainda com campanhas de orientação e postos avançados de acolhimento, como os localizados nas estações Luz e Santa Cecília”.

Outros casos

Na segunda-feira (23), um homem de 54 anos foi conduzido à 2ª Delegacia de Defesa da Mulher nesta segunda-feira (23), após filmar as partes íntimas de uma passageira de 30 anos na Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo.

Segundo o relato da vítima, ela percebeu que estava sendo filmada e confrontou o homem. Um outro passageiro, ao notar a situação, interveio e o conteve até a chegada dos seguranças.

Mesmo com a apresentação de vídeo e testemunha, o boletim de ocorrência registrou que não houve flagrante de importunação sexual, e o homem foi liberado.

Ela também que não recebeu explicações sobre o motivo da liberação do suspeito nem orientações sobre quais medidas poderiam ser tomadas nesses casos.

*Sob supervisão de AR.

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