A Polícia Civil confirmou, nesta quarta‑feira (18), que os vestígios de sangue encontrados dentro de um banheiro e em uma área nos fundos da casa de Silvana Germann de Aguiar, desaparecida há 25 dias, são de humano.
Segundo informações divulgadas à CNN Brasil, após os laudos, foram identificadas duas das amostras como sendo de sangue humano.
As buscas por Silvan, de 48 anos, tiveram início depois de seu desaparecimento em 24 de janeiro. Na ocasião, os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos, saíram para procurar a filha no dia seguinte e desde então não foram mais vistos.
Relembre o caso
No dia 24 de janeiro, Silvana fez uma publicação em uma rede social afirmando que havia sofrido um acidente de trânsito durante retorno de uma viagem à Gramado, na Serra Gaúcha. No dia seguinte, a mulher também agradeceu por orações. Desde então, o celular dela está desligado e não houve novos contatos.
Em 25 de janeiro, os pais dela foram alertados por vizinhos sobre as publicações e iniciaram a procura pela filha. Eles chegaram a ir a uma delegacia do município, mas como era domingo, a unidade estava fechada. Depois disso, eles também não foram mais vistos.
A família é proprietária de um mini mercado, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). O local está fechado desde então.
A Polícia Civil informou que o acidente de trânsito relatado por Silvana na internet não ocorreu. Além disso, o carro dela foi encontrado na garagem de casa. A chave do veículo estava dentro do imóvel.
Na noite do desaparecimento, imagens de uma câmera de segurança mostraram uma movimentação considerada suspeita na casa de Silvana. Um carro vermelho chega ao local por volta de 20h30, e sai oito minutos depois. Às 21h28, chega o veículo da própria desaparecida e entra na garagem.
Às 23h30, outro carro chega, fica no local por cerca de 12 minutos e vai embora.
A investigação ainda não confirmou se era Silvana que dirigia o próprio carro, nem identificou os motoristas dos outros veículos envolvidos. Ainda, a polícia não descarta a hipótese desses outros dois veículos se tratarem, na verdade, do mesmo carro.
Os investigadores encontraram vestígios de sangue dentro de um banheiro e em uma área nos fundos da casa de Silvana. Não havia sinais de luta corporal.
Já na casa dos pais dela, foi encontrado um projétil, identificado como de festim. De acordo com a polícia, o objeto não deve estar relacionado ao caso, mas o resultado de perícias devem esclarecer. Além disso, o imóvel estava totalmente organizado e limpo, conforme o delegado Anderson Spier.
Nesta quarta-feira (18), foi informado que o suspeito do desaparecimento da família, foi visto dentro da casa das vítimas três dias após o sumiço. Conforme a PCRS (Polícia Civil do Rio Grande do Sul), imagens de câmeras de segurança registraram a ação de Cristiano Domingues Francisco, em 28 de janeiro.
*Sob supervisão de AR.