Um dos eventos mais aguardados pela comunidade astronômica já tem data marcada: em 22 de dezembro de 2032, o asteroide 2024 YR4 fará uma aproximação significativa da Terra e poderá colidir com a Lua.
Descoberto no fim de 2024, o objeto tem entre 53 e 67 metros de diâmetro, dimensão comparável à de um prédio de 10 a 15 andares. De acordo com o CNEOS (Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra), da Nasa, há 3,8% de probabilidade de impacto com o satélite natural.
A estimativa leva em conta dados coletados pelo Telescópio Espacial James Webb e por observatórios terrestres até o início de abril.
A ESA (Agência Espacial Europeia) informa que essa probabilidade deve permanecer estável até que o asteroide volte a ser observado, o que está previsto para meados de 2028.
Apesar da possibilidade de colisão com a Lua, o risco de impacto com a Terra é considerado extremamente baixo, menos de 0,002%, o equivalente a uma chance em 59 mil. Em termos práticos, isso representa 99,9983% de probabilidade de que o asteroide passe sem oferecer perigo ao planeta.

Objetos desse porte atingem a Terra em intervalos de milhares de anos e podem provocar danos expressivos em áreas localizadas, embora não causem efeitos globais catastróficos. Um exemplo histórico é o evento de Tunguska, em 1908, quando um corpo celeste de cerca de 30 metros explodiu sobre a Sibéria, devastando mais de 2 mil quilômetros quadrados de floresta e derrubando aproximadamente 20 milhões de árvores.
Mais recentemente, em 15 de fevereiro de 2013, um meteoro com cerca de 18 metros de diâmetro explodiu sobre a cidade russa de Chelyabinsk. A energia liberada foi estimada como equivalente a cerca de 30 bombas nucleares, deixando aproximadamente 1,6 mil pessoas feridas, principalmente por estilhaços de vidro.

Segundo a Nasa, mesmo que o 2024 YR4 atinja a Lua em 2032, a órbita do satélite não será alterada, descartando qualquer risco para a Terra. O impacto, se confirmado, deverá formar uma nova cratera lunar e oferecer aos cientistas uma oportunidade valiosa para estudar a dinâmica de colisões espaciais, conhecimento considerado estratégico para o aprimoramento de tecnologias de defesa planetária.