Rafa Brites revela risco de trombose após diagnóstico de lipedema

A apresentadora Rafa Brites, 39, voltou a falar sobre seu diagnóstico de lipedema na manhã desta quinta-feira (12) e rebateu mensagens que recebeu desde a repercussão de sua revelação.

“O meu vídeo sobre lipedema foi para vários portais, acho ótimo, mas o que eu vejo são várias pessoas indo lá, falando que não, que eu não tenho lipedema, porque eu sou magra. E aí você vê como a nossa sociedade é doente. Por quê? Por que assume que um corpo magro não tem problemas”, disse.

Contrariando as afirmações, Rafa Brites detalhou o processo de seu diagnóstico. “Se eu falo aqui no Instagram que fui diagnosticada com lipedema, eu não tirei da minha cabeça, eu não fui numa coach do Instagram, eu fui num vascular, um dos melhores de São Paulo”, acrescentou.

Segundo a apresentadora, ela passou por diversos exames que provaram a condição e outros problemas vasculares, que também exigem cuidado prolongado.

“Eu fiz exame, ultrassom, não é que o cara olhou: ‘Ah, você tem lipedema’. Ultrassom, fiquei mais de duas horas no consultório passando aquele gel na perna e fazendo mapeamentos. […] Ele colocando algumas questões ali que eu tenho de uma artéria, que eu tenho que usar meia de compressão por risco de trombose”.

Na segunda-feira (9), Rafa Brites desabafou sobre a doença, que é caracterizada pelo acúmulo de gordura irregular no corpo, além de dor e sensibilidade no local afetado.

Entenda o lipedema

lipedema é uma doença crônica vascular que acomete cerca de 12% das mulheres brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Lipedema. Apesar disso, a doença ainda é confundida com outros quadros, como sobrepeso e obesidade, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento ideal.

“O lipedema surgiu como diagnóstico há quase 100 anos, quando médicos perceberam que algumas mulheres que tinham uma assimetria no corpo, com muito mais gordura da cintura para baixo, também apresentavam muita dor, sensibilidade, hematomas que surgiram com facilidade, dor articular, inchaço e varizes associadas”, disse Vitor Gornati, especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular, à CNN. “Tudo isso foi colocado em um único ‘cesto’ e chamado de lipedema”, completa.

O tratamento é dividido em duas categorias: o clínico e o cirúrgico. “Todas as pessoas vão precisar do tratamento clínico, mas nem todas vão precisar de cirurgia. Isso vai depender de como cada um responde ao primeiro”, diz Gornati.

O tratamento clínico consiste em mudanças no estilo de vida, com a adoção de uma alimentação anti-inflamatória, e a prática de atividade física com exercícios específicos para as características de cada paciente. Também podem ser indicados a drenagem linfática e o uso de meia-elástica compressiva.

Já o tratamento cirúrgico é indicado para os pacientes que não respondem ao tratamento clínico. Nesse caso, é indicada a lipoaspiração, que consiste na remoção do excesso de gordura, aliviando a dor e melhorando a mobilidade.

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