Portugal: Projeto que restringe acesso de crianças a redes sociais avança

O parlamento de Portugal aprovou nesta quinta-feira (12), em uma primeira votação, um projeto de lei que exige o consentimento explícito dos pais para que crianças entre os 13 e os 16 anos possam acessar redes sociais.

O projeto, aprovado por 148 votos contra, 69 a favor e 13 abstenções, ainda pode ser alterado antes da votação final.

Os autores do texto, do Partido Social Democrata, afirmam que a medida é necessária para proteger as crianças do cyberbullying, de conteúdos nocivos e de indivíduos predadores.

Um sistema público conhecido como DMK (Chave Digital Móvel) será utilizado pelos pais para dar o seu consentimento, ajudando também a reforçar a proibição já existente de crianças com menos de 13 anos acessarem redes sociais, plataformas de compartilhamento de vídeos e imagens ou sites de apostas online.

Os fornecedores de tecnologia também são obrigados a implementar um sistema de verificação de idade compatível com a DMK.

O projeto de lei português afirma que preencherá uma lacuna regulatória que permitiu que “plataformas digitais multinacionais estabelecessem regras unilateralmente”, afetando o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, principalmente com a exposição precoce ou excessiva.

O documento argumenta que, nas últimas duas décadas, as redes sociais assumiram funções antes desempenhadas por famílias e escolas, sem qualquer regulamentação.

“Temos que proteger nossas crianças… não pretendemos proibir por proibir, mas sim criar uma norma que dê mais poder aos pais e às famílias, para que possam acompanhar e controlar”, declarou o deputado Paulo Marcelo, do Partido Social Democrata, antes da votação.

Ele afirmou que as empresas de tecnologia que ignorarem as restrições poderão ser multadas em até 2% de sua receita global.

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