Diretor da PF diz que caso Master 'vem de outras gestões' no BC

RAQUEL LOPES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (10) que o caso envolvendo o Banco Master tem origem em gestões anteriores do Banco Central, mas foi enfrentado na atual, com atuação integrada e parcerias institucionais, o que permitiu o avanço das investigações.

A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas sobre balanço das gestões da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

“E isso [enfrentamento] foi possível graças a essa integração, essa parceria, essa cooperação, graças à coragem também do presidente [Gabriel Galípolo], de enfrentar um problema que já vinha de outras gestões e que ele teve a coragem, a capacidade de levar à frente, levar à Polícia Federal esses dados, conforme manda a lei”, disse.

“E aqui eu também parafraseio o presidente Galípolo para dizer e reiterar que essa autonomia que o Banco Central teve para fazer isso também tivemos nós na Polícia Federal para avançar”, acrescentou.

Como a Folha de S. Paulo mostrou, Gabriel Galípolo disse nesta segunda (9) ser grato por passar pelo caso Master sob a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em evento da ABBC (Associação Brasileira de Bancos).

“Agradeço a Deus por passar por isso sob o presidente Lula. Eu quero sublinhar a garantia da autonomia do BC e da Polícia Federal”, disse o presidente da autoridade regulatória.

“Muita gente pode dizer, ‘mas isso é uma garantia constitucional, está dada ali’. É isso mesmo. Mas termos essa certeza, essa tranquilidade que vamos poder trabalhar com essa devida autonomia, sem que ninguém nos pergunte o que está sendo descoberto, o que não está sendo descoberto, e garantir essa proteção por parte do Presidente da República para que a gente possa desenvolver o nosso trabalho é bastante importante”, completou Galípolo.

Em janeiro, Lula afirmou, em um evento em Maceió, que o pobre no Brasil é sacrificado “enquanto um cidadão do Banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”.

Galípolo também agradeceu ao apoio do ministro Fernando Haddad (Fazenda) e o trabalho de Paulo Gonet, procurador-geral da República e da Polícia Federal.

Em sua fala, o presidente do BC defendeu a decisão de liquidar o banco de Daniel Vorcaro, diante de diversos vencimentos de CDBs (Certificados de Depósito Bancário).

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