Por que o Lollapalooza Brasil tem tantas bandas pequenas?

O Lollapalooza Brasil tem adotado uma estratégia clara nos últimos anos: abrir cada vez mais espaço para artistas em início de carreira ou com menor projeção no mercado musical. A revelação foi feita por Marcelo Beraldo, curador do festival, que detalhou como o evento tem trabalhado para se tornar uma vitrine importante para novos talentos.

Segundo Beraldo, houve uma mudança significativa na composição do line-up do festival nos últimos anos. “Nos últimos três anos, dois anos, com certeza, diminuiu muito. A gente traz um grande, um médio, dois médios, e os outros, a grande maioria, são artistas bem em ascensão ainda, bem menores”, explicou.

Uma plataforma para novos talentos

A decisão de incluir mais artistas em fase inicial de carreira foi tomada de forma estratégica pela organização do festival. “E a gente começou a radicalizar nisso, porque a gente falou, vamos usar a força do Lolla e dos artistas internacionais que vêm, que são de fato os principais responsáveis pela venda de ingresso, vamos aproveitar isso para abrir espaço para quem está começando”, contou Beraldo.

Para o curador, essa escolha reflete a própria essência do que um festival deveria ser. “Um festival se trata disso, ele é um celeiro de artistas, uma vitrine de artistas”, afirmou. A participação no Lollapalooza representa uma oportunidade valiosa para bandas e artistas que ainda estão construindo suas carreiras, pois proporciona visibilidade em um evento de grande porte.

Impacto na carreira dos artistas

O curador destacou que os benefícios para os artistas menores vão além da simples exposição no dia do evento. “Depois desse festival grande como o Lolla, para essas bandas que estão começando ou ainda têm uma carreira em um estágio não tão avançado, surgem novos contratantes para eles”, explicou Beraldo.

Essa estratégia de diversificar o line-up com nomes menos conhecidos tem sido intensificada nos últimos anos. “Nos últimos dois anos a gente foi e deu uma radicalidade em cima disso, na verdade. Tem artistas bem menores do que costumava ter antigamente”, concluiu o curador, reforçando o compromisso do festival em servir como plataforma de lançamento para novos talentos da música.

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