Qual será o impacto nos mercados caso Kevin Warsh assuma como chair do Fed?

As bolsas dos Estados Unidos fecharam em queda na sexta-feira (30), enquanto Wall Street digeria a indicação de Kevin Warsh pelo presidente Donald Trump para liderar o Federal Reserve.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,36%, a 48.892 pontos, e terminou a semana com perdas de 0,42%. Já o índice S&P 500 recuou 0,42%, a 6.939 pontos, mas fechou a semana em alta de 0,35%. O Nasdaq, com forte presença de empresas de tecnologia, caiu 0,94%, a 23.461 pontos, e fechou a semana em baixa de 0,17%.

Se aprovado pelo Senado dos EUA, Warsh assumirá a presidência do Fed quando o mandato de Jerome Powell terminar em meados de maio. A perspectiva de curto prazo para os mercados não mudou muito.

“Acreditamos que os mercados irão absorver este anúncio e seguir em frente após uma reação inicial”, afirmou Ajay Rajadhyaksha, presidente global de pesquisa do Barclays, em nota.

“O rumo do Fed não mudará repentinamente”, apontou Rajadhyaksha. “E (como tem acontecido esta semana) os resultados e surpresas nos dados das grandes empresas de tecnologia continuarão importando mais para os investidores do que (com base no que acreditamos) uma escolha convencional para a presidência do Fed”, acrescentou.

À medida que as audiências de confirmação de Warsh acontecem, os investidores terão uma noção melhor das prioridades dele como chair do Fed.

“O depoimento de Warsh também proporcionará aos participantes do mercado a oportunidade de obter informações sobre as potenciais prioridades políticas dele e como a abordagem dele pode diferir da de Powell”, destacou Brian Levitt, estrategista-chefe de mercado global da Invesco, em nota.

“Não acreditamos que Warsh se mostrará tão hawkish quanto os mercados parecem esperar e ações passadas dele (enquanto esteve no Fed) sugerem”, opinou Levitt.

Outros pontos de atenção para Wall Street são:

“Ao invés de se concentrar em taxas de juros mais baixas, acreditamos que Kevin Warsh, se confirmado para a presidência do Fed, se concentrará no histórico de defesa dele de um balanço patrimonial reduzido do Fed, o que pode levar a uma cooperação mais estreita com o Tesouro”, apontou Doug Beath, estrategista global de ações do Wells Fargo Investment Institute, em nota.

O índice S&P 500 subiu 1,35% neste mês. Desde 1950, quando o S&P registrou ganho positivo em janeiro, ele fechou o ano em alta em 89% das vezes, de acordo com Adam Turnquist, estrategista-chefe de tecnologia da LPL Financial.

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