A Justiça de São Paulo revogou, nesta sexta-feira (30), a prisão preventiva de Emerson Teixeira Muniz, conhecido como MC Tuto, investigado por tentativa de homicídio após um acidente de trânsito ocorrido em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo.
A decisão é da 1ª Vara Criminal do município, que entendeu não haver risco concreto à ordem pública ou à instrução criminal que justifique a manutenção da custódia do cantor.
MC Tuto foi preso no último sábado (24) após se envolver em um acidente de trânsito e atroplear um jovem de 22 anos. Na ocasião, o artista teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia. A defesa alegou ausência dos requisitos legais, destacando que o investigado é primário, possui residência fixa, ocupação lícita e prestou socorro à vítima.
Ao analisar o caso, o juiz responsável pela decisão afirmou que a prisão cautelar deve ser aplicada de forma excepcional e determinou a soltura sob a aplicação de medidas cautelares. Veja quais:
- Suspensão do direito de dirigir, devendo entregar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) em até 24h após a soltura;
- Comparecimento mensal em juízo para justificar e informar suas atividades;
- Proibição de deixar a comarca sem autorização judicial por mais de oito dias;
- Proibição de manter contato com a vítima e seus familiares;
- Arresto do veículo envolvido no caso já apreendido.
O caso
O funkeiro Emerson Teixeira Muniz, conhecido como MC Tuto, foi preso após atropelar um jovem de 20 anos com um Porsche, na madrugada deste sábado (24), em Barueri, na Grande São Paulo.
Entenda como foi a prisão do cantor após o acidente
O acidente aconteceu nas proximidades da Feirinha de Barueri, onde o cantor realizava a gravação de um videoclipe. Ao final das filmagens, MC Tuto dirigia um Porsche 911 Carrera GTS, acompanhado de uma modelo, quando atingiu a vítima. O veículo estava equipado com uma câmera acoplada ao capô do carro de luxo, que registrava o deslocamento no momento do acidente.
A ocorrência desta madrugada foi atendida por uma equipe da GCM (Guarda Civil Municipal) que informou que, quando chegou ao local, a vítima já estava sendo socorrida em estado grave, com fraturas nas duas pernas, nas costelas e fissuras no crânio. O rapaz foi encaminhado ao Hospital Municipal Francisco Moran.
Através de uma fonte da investigação, a CNN Brasil teve acesso ao registro da câmera que estava acoplada no capô do Porsche. No momento do acidente, MC Tuto olha para o celular da modelo que está no banco do passageiro.
A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que foram solicitados exames periciais ao Instituto de Criminalística e ao IML (Instituto Médico-Legal) e o caso foi registrado como tentativa de homicídio e localização/apreensão de veículo na Delegacia Sede de Barueri.
O que diz a defesa do cantor
“A assessoria jurídica do artista MC Tuto, representada pelo advogado José Estevam Macedo Lima, informa que o artista compareceu à audiência de custódia, oportunidade em que a defesa apresentou seus esclarecimentos ao juízo.
Na ocasião, foram expostos elementos que demonstram o histórico pessoal e profissional do artista. Ainda assim, a autoridade judicial optou, neste momento, pela manutenção da custódia, decisão que será devidamente analisada e reavaliada por meio das medidas processuais cabíveis.
A defesa destaca que MC Tuto é primário, possui residência fixa, exerce atividade profissional lícita e conhecida, mantém vínculos estáveis e sempre se colocou à disposição da Justiça, não havendo, até aqui, qualquer indicação concreta de risco ao regular andamento do processo.
O artista vem colaborando integralmente com as investigações relacionadas ao incidente de trânsito ocorrido em 24 de janeiro de 2026, em Barueri (SP). Ressalta-se que o caso encontra-se em fase de apuração, inexistindo qualquer condenação, devendo ser observado o princípio constitucional da presunção de inocência.
MC Tuto e sua defesa lamentam profundamente o ocorrido, manifestam solidariedade à vítima e a seus familiares e desejam pronta e plena recuperação. Reafirmam, ainda, o compromisso com a apuração responsável dos fatos e informam que as medidas jurídicas cabíveis seguem sendo adotadas.”