Indicado de Trump, Warsh é ex-dirigente do Fed e teve destaque em 2008

Indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para comandar o Fed (Federal Reserve), Kevin Warsh foi diretor do banco central americano e teve atuação de destaque durante a crise de 2008.

Estes fatos sobre sua trajetória explicam a avaliação do mercado sobre o seu nome. Para operadores, Warsh estará alinhado a Trump e pedirá que a taxa de juros caia abaixo dos 3% neste ano, mas não será “disruptivo”.

A manutenção da tendência de um ex-dirigente, com experiência na instituição, comandar o Fed leva alívio a investidores.

Nascido em 1970 em Albany, cidade do estado de Nova York, Warsh começou sua carreira como banqueiro na Morgan Stanley, onde atuou entre 1995 e 2002. Na companhia, chegou a ocupar o cargo de vice-presidente e diretor-executivo no departamento de fusões e aquisições.

Em 2002, entrou para o serviço público como assessor especial do presidente George W. Bush para política econômica e secretário-executivo do NEC (Conselho Econômico Nacional), posição em que trabalhou com temas de finanças domésticas, mercados e regulamentação até 2006.

Em fevereiro de 2006, Warsh foi nomeado para o Conselho de Governadores do Federal Reserve, tornando-se na época o mais jovem membro da história do órgão — um posto que ocupou até março de 2011.

Durante esse período, especialmente no auge da crise financeira global de 2008, ele atuou como elo principal entre o Fed e Wall Street e como representante do BC americano junto ao G20.

Após deixar o Federal Reserve, Warsh retornou ao setor privado e acadêmico, ocupando cargos como pesquisador visitante em economia na Hoover Institution da Universidade de Stanford e professor visitante na Stanford Graduate School of Business.

Nos anos seguintes, Warsh manteve presença ativa no debate público sobre política monetária. Foi cotado em diversas ocasiões para cargos econômicos de alto perfil na administração Trump — incluindo secretaria do Tesouro — e chegou a ser considerado para a presidência do Federal Reserve já em 2017.

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