Caso Master: veja íntegra da acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou o sigilo nesta quinta-feira (29) dos depoimentos dos banqueiros Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, do BRB (Banco de Brasília), e de Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central.

As oitivas foram prestadas à PF (Polícia Federal) em 30 de dezembro de 2025.

Na acareação entre Vorcaro e ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, os banqueiros se contradisseram sobre a origem de créditos podres adquiridos do Banco Master a partir de janeiro de 2025.

De acordo com Vorcaro, o BRB teria sido informado de que os créditos foram originados por uma empresa terceira, Tirreno. Já o presidente do Banco de Brasília disse acreditar que a origem dos valores havia sido do próprio Master.

Questionado pela delegada que conduzia o procedimento, Vorcaro afirmou que chegou a conversar algumas vezes com Paulo Henrique Costa sobre o Master iniciar um novo formato de comercialização, que seria de carteiras originadas por terceiros.

O presidente do BRB, por sua vez, disse que seu entendimento sempre foi de que as carteiras eram originadas pelo Master, foram vendidas a terceiros e agora estavam sendo compradas novamente e revendidas ao BRB.

De acordo com Paulo Henrique Costa, as inconsistências só ficaram claras para ele após as operações.

A PF (Polícia Federal) concluiu em dezembro a acareação entre os dois. Durante os dois procedimentos, um representante do Ministério Público Federal e um juiz auxiliar do gabinete de Toffoli acompanham as oitivas.

As investigações do Banco Master tiveram início em 2024, após requisição do MPF (Ministério Público Federal) para apurar a fabricação de carteiras de crédito insubsistentes. 

Segundo as apurações, esses títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada. 

Em 18 de novembro deste ano, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de sua corretora de câmbio, inviabilizando o processo de venda da instituição que havia sido anunciado no dia anterior.

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