Durante o fim de semana, líderes empresariais tiveram reações diversas após agentes federais atirarem em Alex Pretti em Minneapolis, nos Estados Unidos.
A maioria dos executivos não se manifestou. Alguns disseram algo. E um pequeno grupo compareceu a uma exibição privada do documentário da primeira-dama na Casa Branca, Melania Trump.
Entre os poucos que se manifestaram, estavam os chefes de mais de 60 empresas sediadas em Minnesota, que publicaram uma carta aberta no domingo (25), referindo-se indiretamente aos “desafios recentes enfrentados pelo estado”.
Sem mencionar os nomes de Pretti ou Renee Nicole Good, eles afirmaram que esses desafios “causaram transtornos generalizados e trágicas perdas de vidas”. As empresas pediram uma “redução imediata das tensões”.
No sábado (24), horas depois de agentes federais terem assassinado Pretti, um grupo de CEOs passou a noite em uma exibição privada na Casa Branca do documentário “Melania”, produzido pela Amazon MGM Studios sobre a primeira-dama dos EUA.
Segundo o The Hollywood Reporter, entre eles estavam: Tim Cook, da Apple; Andy Jassy, da Amazon; Lisa Su, da AMD; Eric Yuan, do Zoom; e Lynn Martin, da Bolsa de Valores de Nova York.
Nenhum desses executivos respondeu ao pedido de comentário da CNN na segunda-feira (26). A Casa Branca se recusou a comentar.
A primeira-dama Melania Trump publicou uma foto do evento no domingo (25), afirmando estar “profundamente honrada por estar cercada por um grupo inspirador de amigos e familiares” antes do lançamento mundial do filme nesta sexta-feira (30).
O presidente dos EUA, Donald Trump, não é nem de longe tão popular quanto era quando assumiu o cargo há um ano. Mas isso não impede que muitos CEOs continuem a apoiá-lo publicamente, ou pelo menos a agir com cautela em relação ao presidente, mesmo com o comportamento cada vez mais hostil do governo em relação a praticamente qualquer pessoa que não ofereça apoio incondicional a tudo o que ele faz.
Isso inclui o envio de agentes do ICE para Minnesota, a tentativa de anexação da Groenlândia, os insultos públicos aos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Davos, a abertura de uma investigação criminal contra o chair do Federal Reserve e a tentativa de pressionar empresas americanas a explorar os recursos petrolíferos da Venezuela.
Uma pesquisa da CNN revelou que 51% dos americanos acreditam que o agente do ICE que matou Renee Good agiu de forma inadequada e refletiu “problemas maiores na forma como o ICE opera”.