Caso Master pauta combate à corrupção em ano eleitoral

O STF (Supremo Tribunal Federal) continua no alvo da oposição, que não poupou críticas ao tribunal em ato realizado neste último domingo (25), em Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem reforçando falas de apoio às investigações e à PF (Polícia Federal), buscando descolar o governo do Banco Master.

No mundo político, o caso Master é o prenúncio do peso que o discurso de combate à corrupção — passando pelo próprio STF — terá para as eleições de outubro deste ano.

A avaliação de políticos é de que ambos os lados — direita e esquerda — devem se posicionar de modo a explorar o caso como exemplo de necessidade de se combater a corrupção, cada um a seu modo.

Para a direita, o caso Master se encaixa com as críticas anteriores aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que acabam se ampliando contra o “sistema”.

Inclusive, a caminhada de Minas Gerais até Brasília liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) já buscou reforçar essa narrativa por meio do slogan “Acorda, Brasil”.

Para a esquerda, uma prova de que o governo Lula estaria dando sinal verde para aprofundar investigações e punir quem for preciso, inclusive o chamado “andar de cima”.

No entanto, ainda não se sabe o quanto cada lado poderá ser tragado pela situação, especialmente em um momento em que se revelam as influências políticas do dono do Master, Daniel Vorcaro.

Seja a demonstração de que ele manteve uma reunião com o presidente da República, seja o então sócio do banqueiro, Augusto Lima, com relações próximas a caciques do PT e casado com uma ex-ministra do governo Jair Bolsonaro (PL), Flávia Péres.

O desafio, mais uma vez, também será atrair o eleitorado de centro em meio às desconfianças e polarizações — bolhas que tanto direita quanto esquerda ainda não têm demonstrado conseguir romper, mas que também não permitem a ascensão de um candidato de centro à presidência da República.

Junto à segurança pública e à economia, a corrupção é a principal preocupação dos eleitores brasileiros.

Ainda assim, a percepção é de que até o combate à corrupção acaba se saindo como um tema em plano secundário no caso Master, já que a investigação e o processo no Supremo são mais questionados do que as ações de Vorcaro e equipe em si.

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