O sábado (24) foi marcado por mais uma morte envolvendo agentes federais em Minneapolis, uma das principais cidades do estado de Minnesota.
Um cidadão americano de 37 anos foi baleado e morto por agentes federais, segundo a polícia local. De acordo com um oficial do Departamento de Segurança Interna, a vítima portava uma arma e dois carregadores. No entanto, não ficou claro as circunstâncias que teriam levado aos disparos.
O caso fez com que manifestantes voltassem a tomar as ruas de Minneapolis e confrontassem os agentes federais, que usaram gás lacrimogêneo para tentar conter a multidão.
Este é o terceiro caso de tiros envolvendo agentes federais em Minneapolis neste mês, incluindo o caso de grande repercussão de Renee Good, e ocorre em meio a dias de agitação devido à repressão à imigração da administração Trump.
Relembre as ações dos agentes federais em Minneapolis
Renne Good
No início do mês, Renne Nicole Good, cidadã americana de 37 anos, foi morta a tiros por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA). Ela estava em seu veículo quando agente realizavam operações de imigração. Ao ser confrontada por um dos agentes, Renne saiu com o carro e foi atingida por um tiro disparado por Jonathan Ross, um agente do ICE que tem 10 anos de experiência como Oficial de Deportação.
Imigrante venezuelano
Na semana seguinte, em 14 de janeiro, um homem foi baleado na perna depois que resistiu à prisão e agrediu um agente federal também em Minneapolis, segundo comunicado do DHS (Departamento de Segurança Interna). Mais tarde, o Departamento informou que a vítima se tratava de um imigrante venezuelano que estaria nos Estados Unidos ilegalmente.
Os agentes realizavam uma abordagem de trânsito direcionada por volta das 18h50, horário local, quando o homem fugiu do local em seu veículo, batendo em um carro estacionado. Então, ele deixou o veículo e fugiu a pé, segundo o DHS.
“Um agente alcançou o indivíduo a pé e tentou detê-lo quando este começou a resistir e a agredi-lo violentamentel”, diz o comunicado.
Durante a luta, o departamento informou que duas pessoas saíram de um apartamento próximo e atacaram o agente usando uma pá de neve e um cabo de vassoura.
Após o suspeito se desvencilhar e se juntar ao ataque, o policial disparou “tiros defensivos”, segundo o DHS, atingindo o primeiro indivíduo na perna. Os três indivíduos então correram de volta para o prédio, barricando-se lá dentro, informou a agência.
Detenção de uma criança de cinco anos
No dia 22 de janeiro, agentes do ICE detiveram quatro menores, incluindo uma criança de cinco anos de idade, identificada como Liam Conejo Ramos.
O menino viu o pai ser levado por agentes mascarados na entrada de sua casa, depois que os dois voltavam da escola, segundo uma vereadora.
Os agentes levaram o menino, que usava um boné azul e uma mochila do Homem-Aranha, apontaram para a porta dos fundos da casa e fizeram um gesto para que ele batesse, disse ela.
O DHS afirmou que o pai de Liam, Adrian Alexander Conejo Arias, estava no país irregularmente, mas não forneceu detalhes nem mencionou antecedentes criminais. Segundo uma fonte familiarizada com a situação, o menino está detido enquanto seu pai permanece sob custódia em um centro do ICE no Texas.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, falou sobre o caso e defendeu a ação dos agentes. Vance afirmou, após investigar o caso, os agentes “foram prender o pai dele, um imigrante ilegal. O pai fugiu. Então, a história é que o ICE deteve uma criança de cinco anos. Bem, o que eles deveriam fazer? Deixar uma criança de cinco anos morrer de frio? Não prender um imigrante ilegal nos Estados Unidos da América?”
Vance disse ainda: “Se o argumento é que não se pode prender pessoas que violaram nossas leis porque elas têm filhos, então todo pai ou mãe teria imunidade total para nunca ser alvo da aplicação da lei. Isso não faz sentido. Ninguém acha que isso faça sentido.”