Ao longo de 25 edições, o reality show Big Brother Brasil já reuniu mais de 420 pessoas na disputa pelo prêmio. O programa, da TV Globo, possui uma edição anual em que confina os participantes em uma casa.
Entre as pessoas que já entraram na casa, alguns já foram alvos de polêmica, brigas e até casos de polícia.
O caso mais recente é do ex-participante Pedro (BBB25), que prestará depoimento à polícia em caso de importunação sexual dentro do reality show com Jordana.
Outro caso recente é de Nego Di, que participou do BBB 21, e foi preso em operação da polícia sobre um inquérito que apura crimes de estelionato. O comediante foi apontado como parte do esquema de lavagem de dinheiro através de rifas digitais na internet.
Além deles, o ex-BBB Diego Bissolotti Gasques, o Diego Alemão. Campeão da 7ª edição do reality show foi preso em 2023 no Rio de Janeiro, por porte ilegal de arma.
Confira a lista dos ex-BBBs que viraram caso de polícia:
O ganhador da primeira edição do Big Brother Brasil foi preso em 2008 no Leblon, no Rio de Janeiro, em flagrante por desacato. Ele foi liberado logo depois.
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Fernando Fernandes (BBB2)
O atleta e participante da segunda edição do reality foi preso por injúria racial em 2005, em São Paulo.
Marcela foi presa em 2021, por embriaguez ao volante.
O ex-BBB foi preso sob acusação de tráfico de drogas.
O ex-BBB Diego Bissolotti Gasques, o Diego Alemão, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
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Marcelo Dourado (BBB8 e BBB10)
O lutador e ex-participante do Big Brother Brasil, tendo vencido a décima edição do programa, foi preso em 2005 em uma festa durante operação da Polícia Civil.
Em 2012, Daniel Echaniz foi expulso do programa após ser suspeito de ter praticado abuso sexual. De acordo com a direção do BBB, Daniel teve “comportamento inadequado” com a colega Monique Amim após uma festa. O modelo foi investigado pela polícia e um inquérito foi instaurado, mas o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu que não houve crime e arquivou o caso.
Na 16ª edição do “Big Brother Brasil” o ex-participante Laércio foi condenado a 12 anos de prisão pelos crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de material pornográfico envolvendo menores de idade.
Após contar para colegas de confinamento que se interessava por meninas mais novas, o ex-participante foi acusado pela participante Ana Paula Renault de pedofilia e passou a ser investigado pela polícia ainda dentro do programa. Após sua saída por votação – com 54% dos votos -, ele foi preso.
O médico Marcos Harter foi investigado pela polícia do Rio de Janeiro em 2017 após ser expulso do programa por agressão e abuso psicológico contra a estudante Emilly Araújo dentro da casa do “BBB17”. A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher abriu uma investigação por lesão corporal e o Ministério Público apresentou a denúncia à Justiça.
Em 2020, o ex-BBB disse ter sido absolvido na Justiça.
Em 2019, o ex-BBB Vanderson Brito foi expulso no início do programa após ser acusado formalmente por três mulheres de crimes de agressão física, estupro e importunação ofensiva ao pudor. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Rio Branco (AC) abriu um inquérito para investigar as acusações contra ele.
A Justiça do Acre, porém, absolveu Vanderson das acusações no ano seguinte.
O ex-BBB Felipe Prior foi condenado a oito anos de prisão em regime semiaberto por estupro em 2023.
De acordo com a denúncia, em agosto de 2014, ele teria oferecido uma carona à vítima e, durante o trajeto, praticado atos sem consentimento após parar o veículo em uma rua escura. A vítima teria pedido para que ele parasse, mas a agressão só cessou depois que ela sofreu lesões e precisou de atendimento médico.
Com a decisão do STJ, a condenação segue mantida, mas o caso ainda pode ser analisado novamente caso a defesa apresente novo recurso.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, em ação ocorreu em uma residência na praia de Jurerê, em Florianópolis. Nego Di havia sido alvo de uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra lavagem de cerca de R$ 2 milhões com rifas digitais na interne dois dias antes.
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Cara de Sapato (BBB23) e MC Guimê (BBB23)
O lutador Cara de Sapato e o cantor MC Guimê foram expulsos do programa por importunação sexual contra a modelo mexicana, Dania Mendez, durante uma festa.
As imagens mostraram MC Guimê apalpando as nádegas da participante mexicana e Cara de Sapato tentando imobilizar a modelo para beijá-la à força. A emissora decidiu que a dupla deveria ser eliminada. Depois de saírem do programa, a dupla postou vídeos nas redes sociais lamentando o fato.
O lutador e o funkeiro foram indiciado pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá (Deam) por importunação sexual e estão sendo investigados pela polícia.
Pedro deixou o reality show, após acionar o botão de desistência localizado na sala da casa. A saída ocorreu pouco depois da participante Jordana relatar aos demais participantes um episódio ocorrido na despensa.
Segundo o relato da participante, ela procurava um equipamento quando foi orientada por Pedro a verificar o local. Jordana afirmou que ele entrou no ambiente com ela, colocou a mão em seu pescoço e tentou beijá-la. A participante disse ter questionado a atitude, enquanto ele teria respondido que agiu por vontade própria.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, e ele prestará depoimento à Polícia do Rio de Janeiro após a denuncia de importunação sexual dentro do reality show.
*Com informações de Lyncon Pradella e atualização de Dora Arai, em colaboração para a CNN Brasil.