Renan Calheiros acusa CVM de prevaricação ao falhar em fiscalizar Master

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) criticou a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e acusou a autarquia de prevaricação ao falhar em fiscalizar o Banco Master.

“A CVM prevaricou na sua competência de fiscalizar. A autarquia, como todos sabem, é responsável legal pela fiscalização dos fundos de investimento”, disse Calheiros em vídeo publicado em seu perfil no Instagram.

crime de prevaricação ocorre quando um funcionário público propositalmente atrasa, deixa de fazer ou faz algo indevidamente em benefício próprio.

Presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, o congressista destacou que criou uma comissão específica para acompanhar e investigar o caso envolvendo o Master. O presidente do banco, Daniel Vorcaro, é acusado de uma série de fraudes financeiras.

“Se a CVM falhou na sua missão primária, o Senado assumirá essa responsabilidade”, afirmou. Calheiros acrescentou que a comissão irá convocar as autoridades responsáveis para saber “quem operou, quem autorizou e quem fechou os olhos”.

De acordo com o senador, não se trata de um erro administrativo por parte da CVM, mas de uma “cegueira total”.

Entenda o papel da CVM

No Brasil, a CVM é responsável pela fiscalização do mercado de capitais. Como o caso Master revelou fragilidades na fiscalização dos órgãos reguladores do sistema financeiro, muitas das críticas recaíram sobre a autarquia.

Sob a fiscalização dos órgãos, o Master acumulou bilhões de reais em carteiras de créditos fictícios e empréstimos consignados supostamente fraudados.

Com a suspeita de que entidades como a CVM e empresas de auditoria tenham deixado passar um enriquecimento artificial do banco, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende que o Banco Central amplie sua atuação e passe a fiscalizar os fundos de investimentos, além das instituições bancárias.

A mudança, no entanto, precisaria passar pela aprovação do Congresso.

Em resposta, a CVM emitiu nota destacando que seu ⁠papel de regulação de fundos ‍de investimento é estabelecido em leis, não em atos do Poder Executivo.

(Publicado por Anna Júlia Lopes, da CNN Brasil, em Brasília)

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