Quarto suspeito na morte do PM Cabo Santana é preso em São Paulo

A Polícia Militar prendeu, nesta terça-feira (20), mais um suspeito na morte do policial militar Fabrício Gomes de Santana, também conhecido como cabo Santana. Até o momento, quatro pessoas foram presas por envolvimento no desaparecimento.

Segundo investigações, o suspeito foi identificado como Gilvan, apontado como participante na tortura e proprietário do bar onde o policial foi visto pela última vez. Durante a abordagem policial, o indivíduo tentou fugir, mas foi detido.

A polícia informou que ele também seria o dono do imóvel onde o cabo foi mantido em cárcere privado. A residência passou por perícia nos últimos dias, incluindo exames com uso de luminol, como parte da apuração.

A prisão ocorreu na região do Horizonte Azul, na zona sul de São Paulo, em cumprimento a um mandado judicial. A ação foi realizada por equipes do 2º Pelotão de ROCAM, com apoio da equipe PM vítima, da Corregedoria da Polícia Militar e da Inteligência da Polícia Militar.

A ocorrência segue em andamento no Distrito Policial Central de Itapecerica da Serra.

Desaparecimento

A investigação sobre o desaparecimento do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, aponta que ele teria sido levado a um chamado “tribunal do crime” após se envolver em uma discussão com um homem ligado ao tráfico de drogas.

Conforme a apuração da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o PM estava de férias quando teve uma desavença inicial na Avenida dos Funcionários Públicos. Horas depois, ele voltou a se encontrar com o mesmo homem em uma adega da região.

Na tarde de quinta-feira (8), o carro do policial, um Ford Ka, foi encontrado carbonizado em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

Um dos presos relatou em depoimento que estava com Fabrício quando ambos foram abordados por um homem conhecido como “Gato Preto”, que mencionou a repercussão da discussão envolvendo um policial. Segundo esse relato, Fabrício demonstrou nervosismo e decidiu ir até uma área dominada pelo tráfico, conhecida como “biqueira”. No local, eles teriam sido recepcionados por cerca de seis pessoas e imediatamente separados.

Ainda segundo o depoimento, os criminosos perguntaram se Fabrício estava armado e retiraram dois revólveres do policial. O homem que prestou o depoimento afirmou que foi levado a um ponto mais estreito da rua, onde ficou por cerca de duas horas sendo questionado, enquanto Fabrício permaneceu sob o controle do grupo.

Em determinado momento, um dos envolvidos teria afirmado que o policial seria morto. Ao ser liberado, ele ouviu que Fabrício já estaria morto e percebeu que o veículo do PM não estava mais no local.

A Polícia Militar realizou, no dia 9 de janeiro, uma averiguação em um imóvel no bairro Jardim Horizonte Azul, na Zona Sul de São Paulo, que pode ter relação com o desaparecimento de um policial militar.

*Sob supervisão de AR.

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