Groenlândia: Saiba quais os interesses de Trump no território

A Groenlândia, território autônomo da Dinamarca com quase 57 mil habitantes, tem despertado o interesse dos Estados Unidos por razões que vão muito além de suas riquezas naturais. Embora o petróleo, gás natural e minerais raros sejam atrativos econômicos importantes, a posição estratégica da ilha no Ártico representa um valor geopolítico inestimável.

Situada na rota mais curta entre a Europa e a América do Norte, a Groenlândia ocupa uma posição privilegiada para o monitoramento das águas entre a própria ilha, a Islândia e o Reino Unido. Esta área é frequentemente utilizada pela Marinha Russa e por submarinos nucleares russos, tornando-a uma região de alto interesse para a segurança americana. A intenção dos Estados Unidos seria instalar radares para monitorar qualquer movimentação diferente nessa região.

Presença militar e acordos existentes

Atualmente, os Estados Unidos já mantêm uma base militar na Groenlândia, fruto de um acordo com a Dinamarca que data de 1951. Este acordo concede aos americanos a liberdade de circular livremente pelo território groenlandês e instalar bases aéreas, desde que comuniquem às autoridades locais e dinamarquesas. Esta presença militar tem se tornado cada vez mais relevante à medida que o Ártico se torna uma região mais militarizada, com a Otan, Rússia e China ampliando suas presenças.

Além do interesse na navegação russa, os Estados Unidos também estão atentos à crescente presença chinesa no Ártico, que se concentra principalmente na região do Pacífico. Vale lembrar que o Alasca, território americano, está a apenas 88 quilômetros da Rússia, tornando toda a região ártica uma área de interesse estratégico para os EUA.

Apesar de seu tamanho impressionante de 2 milhões de quilômetros quadrados, a Groenlândia tem 80% de seu território coberto por gelo, o que limita drasticamente as áreas habitáveis. Mesmo assim, a ilha possui uma renda per capita que beira os US$ 60 mil, demonstrando seu potencial econômico apesar das condições inóspitas. Este fator, combinado com sua posição geográfica privilegiada e recursos naturais, explica o interesse americano no território que oficialmente pertence à Dinamarca, mas que possui considerável autonomia.

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