Venezuela recebeu US$ 300 milhões com venda de petróleo, diz Rodríguez

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta terça-feira (20) que o país recebeu US$ 300 milhões com a venda de petróleo, a primeira parcela do acordo de fornecimento de 50 milhões de barris de petróleo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Caracas, após a prisão de Nicolás Maduro no início deste mês.

Trump declarou separadamente também nesta terça (10) que os EUA retiraram os 50 milhões de barris da Venezuela e está vendendo parte deles no mercado aberto, embora os registros de embarque mostrem que esse volume ainda não foi exportado.

A Reuters noticiou na semana passada que quatro bancos venezuelanos foram notificados pelo governo do país de que dividiriam US$ 300 milhões em receitas de petróleo depositadas em uma conta no Catar, permitindo-lhes vender dólares para empresas venezuelanas que precisam de moeda estrangeira para pagar por materiais.

“Gostaríamos de informar que recebemos fundos com a venda de petróleo e que já recebemos, dos primeiros US$ 500 milhões, US$ 300 milhões”, declarou Rodríguez em um evento em Caracas. “Esses primeiros recursos serão utilizados no mercado cambial da Venezuela, por bancos nacionais e pelo banco central, para consolidar e estabilizar o mercado e proteger a renda e o poder de compra de nossos trabalhadores”, acrescentou.

O irmão de Rodríguez, o deputado Jorge Rodríguez, afirmou em um outro momento que uma reforma da principal lei petrolífera do país, que deverá ser debatida pela primeira vez esta semana, será baseada em uma estrutura de parceria introduzida durante o governo de Nicolás Maduro, embora não tenha fornecido mais detalhes.

A presidente interina Rodríguez disse a parlamentares na semana passada que o governo apoiava mudanças na lei de hidrocarbonetos para impulsionar o investimento estrangeiro. A lei prevê um modelo de contrato único para joint ventures controladas pela estatal PDVSA, mas o país vem introduzindo, nos últimos anos, os chamados “contratos de participação produtiva” para novas parcerias, cujos termos não foram totalmente divulgados.

Esses contratos são “um elemento fundamental a ser abordado na reforma da lei”, apontou Jorge Rodríguez a jornalistas.

FONTE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *