A FAA (Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos) informou nesta sexta-feira (16) que está emitindo uma série de alertas às companhias aéreas para que tenham cuidado ao sobrevoar a América Central e partes da América do Sul, citando os riscos de possíveis atividades militares e interferência de GPS.
A agência informou que emitiu avisos aos aviadores abrangendo o México, outros países da América Central até Equador, a Colômbia e partes do espaço aéreo no leste do Oceano Pacífico.
Os avisos começaram nesta sexta-feira e terão duração de 60 dias.
Os alertas ocorrem em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e os líderes regionais, depois que o governo Trump montou uma força militar em grande escala no sul do Caribe e atacou a Venezuela e prendeu Nicolás Maduro.
Trump levantou a possibilidade de outras ações militares na região, inclusive contra a Colômbia.
Na semana passada, ele disse que cartéis estavam comandando o México e sugeriu que os EUA poderiam atacar alvos terrestres para combatê-los, em uma das várias ameaças de usar as forças americanas contra os cartéis de drogas.
Após o ataque à Venezuela, a FAA restringiu os voos em todo o Caribe, o que forçou o cancelamento de centenas de voos das principais companhias aéreas.
O administrador da FAA, Bryan Bedford, disse à Reuters nesta semana que houve uma boa coordenação entre a agência e os militares dos EUA antes da operação na Venezuela.
No mês passado, um jato de passageiros da JetBlue com destino a Nova York tomou medidas evasivas para evitar uma colisão em pleno ar com um avião-tanque da Força Aérea dos EUA perto da Venezuela.
O voo 1112 da JetBlue havia partido de Curaçao, no Caribe, e estava voando a cerca de 64 km da costa da Venezuela quando o avião da Airbus relatou ter encontrado o jato da Força Aérea, que não estava com o transponder ativado.