O cantor espanhol Julio Iglesias negou ter abusado de duas ex-funcionárias domésticas que apresentaram uma queixa criminal contra ele, descrevendo as acusações como falsas em uma publicação nas redes sociais no final de quinta-feira (16).
A procuradoria do Tribunal Superior da Espanha afirmou que abriu processos preliminares sobre a denúncia que, segundo um grupo de direitos humanos, envolve tráfico de pessoas para trabalho forçado e servidão, abuso sexual e violações dos direitos dos trabalhadores.
“Nego ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher. Essas acusações são completamente falsas e me causam grande tristeza”, disse Iglesias, de 82 anos, em um comunicado com sua assinatura publicado em seu perfil no Instagram.
Iglesias — um dos artistas latinos que mais venderam discos no mundo, com mais de 300 milhões de álbuns vendidos em 14 idiomas — acrescentou que encontrou “grande conforto” em mensagens de apoio.
O grupo de direitos humanos Women’s Link Worldwide apresentou a queixa em 5 de janeiro em nome das duas mulheres, identificadas pelos pseudônimos Rebeca e Laura, após uma investigação de três anos realizada pela emissora norte-americana Univision e pelo veículo espanhol elDiario.es.
O grupo descreveu as denunciantes como jovens mulheres latino-americanas “em situação de vulnerabilidade, que dependiam fortemente de seus salários devido às suas condições econômicas e sociais”. Os relatos afirmam que elas trabalharam nas residências de Iglesias no Caribe (na República Dominicana e nas Bahamas) por 10 meses em 2021.
O tribunal não forneceu detalhes sobre o caso, que está sob regras de sigilo judicial.
Tentativas da Reuters de contatar representantes de Iglesias por e-mail e telefone não obtiveram resposta, enquanto a gravadora do astro, a Sony, recusou-se a comentar as alegações.