Cientistas do projeto SETI@home, ligado à Universidade da Califórnia em Berkeley, identificaram 100 sinais de rádio vindos do espaço que agora serão analisados com mais atenção. Os sinais se destacaram entre bilhões de registros coletados ao longo de mais de duas décadas de observações.
O SETI@home utilizou computadores de voluntários de vários países para processar dados captados por radiotelescópios, principalmente o antigo observatório de Arecibo, em Porto Rico. Ao longo do projeto, os pesquisadores analisaram cerca de 12 bilhões de sinais, a maioria descartada por ter origem terrestre ou natural.
Após sucessivas filtragens, os cientistas chegaram a um grupo reduzido de 100 sinais considerados incomuns. Eles não indicam, até o momento, a existência de vida extraterrestre, mas merecem uma nova rodada de observações para verificar se se repetem ou apresentam padrões consistentes.
Essa nova etapa será feita com telescópios mais modernos, como o FAST, na China, atualmente o maior radiotelescópio do mundo. Segundo os pesquisadores, o objetivo é entender se os sinais têm origem astronômica ou se podem ser explicados por interferências conhecidas.
Cientistas encontram a mais forte evidência de vida em planeta alienígena
O SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) é um projeto científico que busca sinais tecnológicos de possíveis civilizações fora da Terra. Os cientistas reforçam que a identificação desses 100 sinais não representa uma descoberta de vida alienígena, mas faz parte do processo de investigação científica.