Trump implementa tarifa de 25% sobre chips de IA — com ressalva

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promulgou na quarta-feira (14) uma nova tarifa de 25% sobre “certos chips de computação avançada”, de acordo com um documento da Casa Branca. Isso inclui o chip H200 da Nvidia e o MI325X da AMD.

No entanto, chips importados para apoiar o desenvolvimento da cadeia de suprimentos tecnológica dos EUA estariam isentos.

Não está claro, porém, quais critérios precisariam ser atendidos para se qualificar para a isenção. A Casa Branca não respondeu imediatamente à solicitação da CNN.

O documento da Casa Branca também alertou que o presidente, em um futuro próximo, “pode ​​impor tarifas mais amplas sobre as importações de semicondutores e derivados”.

A medida ocorre em meio ao amplo esforço de Trump para impulsionar a fabricação de tecnologia nos Estados Unidos e consolidar o país como líder em IA. A Nvidia, cujos chips são vitais para alimentar os data centers que impulsionam os serviços de IA, tem estado no centro do boom da IA, colocando o CEO Jensen Huang no radar de Trump.

Ao implementar a tarifa, Trump citou preocupações com a segurança nacional e a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, que permite aos presidentes abordar tais preocupações com tarifas sobre produtos específicos.

Donald Trump havia dito anteriormente que a Nvidia teria permissão para vender o chip H200 na China, mas que os EUA ficariam com 25% do lucro.

A Nvidia afirmou, em um comunicado enviado por e-mail, que aplaude a “decisão de Trump de permitir que a indústria de semicondutores dos EUA concorra para sustentar empregos bem remunerados e a produção nos Estados Unidos”.

“Oferecer o H200 a clientes comerciais aprovados e avaliados pelo Departamento de Comércio representa um equilíbrio ponderado que é ótimo para os Estados Unidos”, acrescentou o comunicado.

A AMD afirmou que cumpre “todas as leis e políticas de controle de exportação dos EUA”.

Não é a primeira vez que Trump discute isenções tarifárias para incentivar a produção nos EUA. Em agosto, o presidente ameaçou impor taxas de 100% sobre chips e semicondutores, mas afirmou que as empresas que se comprometessem a produzir internamente evitariam tal cobrança.

O republicano fez da inteligência artificial um pilar de seu segundo mandato, assinando diversas ordens executivas relacionadas à tecnologia e apresentando um plano de ação para IA com o objetivo de amenizar a regulamentação e aumentar a adoção e o desenvolvimento da inteligência artificial. Mas alguns, incluindo Huang, criticaram os rígidos controles de exportação para a China no passado, argumentando que tais restrições apenas impulsionaram a inovação no país.

Isso colocou as gigantes dos chips, especialmente a Nvidia, no centro das disputas comerciais do presidente dos EUA com a China. Em agosto, a Nvidia e a AMD anunciaram que pagariam 15% das vendas de chips fabricadas na China ao governo americano, embora o acordo aparentemente se referisse a chips de versões mais antigas de ambas as empresas.

Donald Trump afirmou inicialmente, em fevereiro passado, que planejava impor tarifas de 25% sobre chips até abril. No entanto, foi somente meses depois que ele iniciou formalmente uma investigação sobre as importações de chips. Esses tipos de tarifas são distintos daquelas que estão sendo investigadas quando à sua legalidade pela Suprema Corte dos EUA.

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