Em temporada de chuva, muitas regiões podem sofrer estragos por ventos causados por uma microexplosão atmosférica.
O fenômeno ocorre quando uma corrente de vento descendente violenta se separa de uma nuvem de tempestade e se desloca com força em direção ao solo, como na imagem demonstrada acima.
Na microexplosão (também conhecida por seu nome em inglês, downburst), uma descarga de ar frio e denso atinge o solo e se espalha, provocando ventos extremamente fortes que podem atingir velocidades muito altas.
O fenômeno é o oposto do tornado, quando os ventos em direção ao solo convergem, formando um redemoinho.
A microexplosão também pode ocorrer de forma concomitante com fortes chuvas, causando inundações e mobilizado resgates.
O fenômeno da microexplosão pode ocorrer o ano inteiro, mas é mais comum no Brasil no verão, quando os dias são mais quentes e a umidade é alta, o que favorece a formação de nuvens de tempestade.
Ventos de até 200 km/h
Essas nuvens podem ter até 20 quilômetros de altura e são capazes de gerar vento destrutivo, segundo o National Weather Service, dos EUA.
“Um downburst é uma forte e relativamente pequena área de ar descendente, sob uma tempestade, que pode resultar em uma descarga de vento forte sobre o solo. Pode também surgir sob o efeito do resfriamento muito rápido do ar com a evaporação da chuva em uma atmosfera originalmente seca. O ar mais frio e denso desce rapidamente para o solo”, descreve o serviço americano.
Numa microexplosão atmosférica, a velocidade dos ventos pode ser muito alta, acima dos 200 quilômetros por hora, derrubando árvores e provocando danos estruturais a construções.
É um grande risco para a decolagem e pouso de aviões. O fenômeno provoca estrondos altos, que as pessoas costumam comparar com o som de um trem de carga.
Publicado por AR.