Henri Castelli teve uma convulsão durante a primeira Prova do Líder do BBB 26, na manhã desta quarta-feira (14). O ator passou mal após 10 horas no teste de resistência e precisou de atendimento médico.
Em pé na plataforma desde o final do programa de terça-feira (13), ele caiu em meio às bolinhas e a equipe da produção entrou para ajudá-lo. Dois dummies ficaram perto enquanto três pessoas da equipe médica o socorriam.
De acordo com o neurocirurgião Fernando Gomes, situações extremas — como privação de sono ou de alimentação — podem causar impulsos elétricos anormais no cérebro, causando uma convulsão.
“Isso faz com que uma verdadeira tempestade elétrica acometa todo o órgão, e a pessoa tenha manifestações físicas, quando, por exemplo, a gente vê alguém convulsionar com movimentos involuntários dos membros e perda de consciência na sequência”, explica Gomes em entrevista concedida anteriormente à CNN Brasil.
O que é uma convulsão e quais são os tipos?
O funcionamento normal do cérebro requer uma descarga ordenada e coordenada dos impulsos elétricos, que possibilitam a comunicação cerebral com a medula espinhal, nervos, músculos e comunicações dentro do próprio cérebro. As convulsões acontecem quando essa atividade cerebral é interrompida. De acordo com o Manual MSD, cerca de 2% dos adultos têm uma convulsão em algum momento da vida.
Existem dois tipos de convulsões:
- Epilépticas: não possuem um gatilho aparente e ocorrem duas ou mais vezes, sendo consideradas crises epilépticas ou epilepsia quando se tornam frequentes e estão associadas a distúrbios cerebrais, como AVC ou tumores;
- Não epilépticas: costumam ser desencadeadas por uma doença reversível ou quadro clínico temporário que irrita o cérebro, como infecção, traumatismo craniano ou reação a um medicamento. Em crianças, a febre pode desencadear uma crise não epiléptica, chamada convulsão febril.
Ainda de acordo com o Manual MSD, pessoas com transtorno convulsivo estão mais propensas a ter uma convulsão quando:
- Ficam sob excesso de estresse físico ou emocional;
- Ficam embriagadas ou privadas de sono;
- Param repentinamente de beber ou usar sedativos.
Com menos frequência, as convulsões são desencadeadas por sons repetitivos, luzes pulsáteis, jogos em vídeo ou até pelo toque em certas áreas do corpo. Em tais casos, a doença é denominada epilepsia reflexa.
Quais sinais antecedem uma crise convulsiva?
Um conjunto de sensações incomuns pode aparecer antes de uma crise convulsiva, segundo o Manual MSD. Esses sinais são chamados de aura e incluem cheiros ou gostos incomuns, frio na barriga e déjà vus.
A depender da zona cerebral afetada pela descarga elétrica anormal, podem surgir sintomas como alucinações visuais, incapacidade de falar e contrações e espasmos musculares em grandes áreas.
As convulsões podem ser classificadas como motoras (envolvendo contrações musculares anormais) e não motoras (não envolvendo contrações musculares anormais).
Quase todas as convulsões são relativamente breves e duram alguns segundos ou minutos. A maioria das convulsões dura de um a dois minutos.
O que fazer em casos de convulsão?
Em caso de convulsão, a orientação é colocar a pessoa confortavelmente na lateral, a fim de evitar uma broncoaspiração em caso de vômito.
“O que pode ser muito grave, porque pode levar a uma parada cardiovascular. Fora isso, esperar parar o período de crise e encaminhar para um serviço de saúde”, indica Gomes.
Segundo o especialista, os tratamentos para a epilepsia incluem uso a longo prazo de remédios que estabilizam a função elétrica dos neurônios e até cirurgia, indicada para casos específicos.