Manifestantes pró-regime na capital iraniana, Teerã, reconhecem as dificuldades econômicas que afligem o país, mas apoiam a linha das autoridades de que as “intervenções estrangeiras” amplificaram os distúrbios.
“Acredito que (os protestos) foram, em geral, uma trama dos Estados Unidos e de Israel, mas as pessoas realmente têm questões que precisam ser ouvidas”, disse um manifestante pró-governo não identificado à Reuters durante um contra-protesto na segunda (12).
Os protestos contra a gestão do governo sobre a economia começaram há mais de duas semanas nos bazares de Teerã, mas se espalharam por mais de 180 cidades e vilarejos, transformando-se em protestos gerais contra o regime. Em resposta, contra-manifestações em apoio ao governo ocorreram em todo o Irã na segunda-feira.
Outro manifestante pró-regime reconheceu que o Irã enfrenta uma “inflação excessiva”, mas acrescentou: “Dito isso, estou aqui, participando, para defender meu país.”
As autoridades iranianas tentaram diferenciar os manifestantes econômicos daqueles que pedem a mudança de regime, chamando estes últimos de “vândalos” e de “mercenários” apoiados por forças estrangeiras.
Um terceiro manifestante pró-regime disse: “O primeiro passo é falar com determinação sobre as possíveis intervenções estrangeiras.”
“O próximo passo é responder às objeções legítimas que nós, o povo, temos em relação ao estado da economia. Falar com o povo e responder a eles com honestidade”, acrescentou o manifestante.