O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Otto Lobo para a presidência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A autarquia tem como objetivo fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de capitais no Brasil.
O nome foi encaminhado ao Senado Federal para apreciação. Caso os senadores aprovem a indicação, Otto Lobo substituirá João Pedro Barroso do Nascimento, que renunciou à presidência da CVM em julho de 2025.
Otto Lobo está na CVM desde 2022, quando foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ocupar a diretoria. Quando João Pedro Nascimento renunciou ao cargo, Lobo assumiu a presidência do órgão interinamente por ser o diretor mais antigo da autarquia.
Com Otto na presidência interina, a CVM decidiu que a Ambipar não teria de realizar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) por aumento de participação de controlador em relação às ações emitidas pela companhia. Durante sua gestão, a autarquia também teve que lidar com os desdobramentos da Operação Carbono Oculto, que identificou fraudes no sistema financeiro.
O indicado de Lula é advogado, com doutorado em direito pela USP (Universidade de São Paulo). Em sua tese de doutorado, Otto Lobo abordou a distribuição de dividendos e o regime de proteção aos acionistas minoritários, credores e demais stakeholders.
Lobo também atuou como conselheiro titular do CRSFN (Conselho de Recursos do Sistema Financeira Nacional) entre 2015 e 2018.
A CVM é uma entidade autárquica em regime especial, vinculada ao Ministério da Fazenda. Atualmente, há dois diretores em exercício na autarquia: João Accioly e Marina Paula Copola.