O plano dos Estados Unidos de “governar” a Venezuela, como proposto pelo presidente Donald Trump, seria uma tarefa complexa, dada a situação política local e os potenciais riscos à segurança, disse à CNN o ex-embaixador dos EUA no país sul-americano no sábado (3).
Charles Shapiro afirmou ser difícil determinar se os venezuelanos que votaram na oposição em 2024 eram apoiadores genuínos da oposição ou eleitores insatisfeitos com a economia em colapso do país. Ele também estimou que pelo menos “20%, talvez mais da população” ainda apoiam o presidente Nicolás Maduro.
“Conquistar essas pessoas e reverter essa situação será muito, muito difícil”, disse Shapiro, que também é ex-presidente do Conselho de Assuntos Mundiais de Atlanta.
Protestos eclodiram em toda a Venezuela em 2024, depois que o órgão eleitoral do país, composto por aliados do regime, anunciou Maduro como vencedor com 51% dos votos. Embora Maduro tivesse prometido eleições livres e justas, o processo foi marcado por alegações de fraude.
Questões de segurança também estão em jogo, dada a população do país, de cerca de 30 milhões de habitantes, e o fato de abrigar alguns grupos guerrilheiros.
No entanto, é improvável que o governo Trump envie tropas e parece confiar na vice-presidente Delcy Rodríguez e no exército venezuelano para manter a segurança, afirmou ele.
“Será uma tarefa muito, muito difícil”, reiterou Shapiro.