A equipe jurídica de Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta sexta-feira (2) ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ex-ministro de Minas e Energia e ex-secretário de política econômica Adolfo Sachsida passe a integrar a defesa do ex-presidente.
Os advogados apresentaram, no processo de execução penal, o ato de “substabelecimento com reservas”, que consiste em delegar ao novo membro da defesa poderes de atuar no processo representando o cliente, neste caso, Bolsonaro.
O ex-ministro também é um crítico do ministro Alexandre de Moraes. Nesta sexta, por exemplo, ele fez uma postagem nas redes sociais em que diz que o magistrado é “a maior ameaça à democracia brasileira”.
Com formação em direito e pós-graduação em economia, Sachsida foi ministro de Minas e Energia no período de maio a dezembro de 2022. Ele também esteve à frente da Secretaria de Política Econômica, no Ministério da Economia, entre janeiro de 2019 e abril de 2022.
Atualmente, fazem a defesa do ex-presidente os advogados Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser. Caso passe a integrar a equipe jurídica, Sachsida também poderá ter acesso ao ex-presidente sem autorização judicial, na prisão.
Em outra manifestação, a defesa também pediu para integrar a equipe os advogados João Henrique Nascimento de Freitas e Larissa Gabriele Patrício de Sá.
Bolsonaro está preso cumprindo a pena de 27 anos de prisão pela condenação pela tentativa de golpe de Estado. Ele cumpre o regime fechado na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília.