O crítico Clayton Davis, da revista especializada Variety, fez nesta quarta-feira (31) um balanço do ano no cinema e não se esqueceu do Brasil. Na análise, ele elogiou as atuações de Wagner Moura e Tânia Maria no filme “O Agente Secreto”.
Davis é conhecido dos brasileiros por prever a vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro 2025 na categoria de Melhor Atriz. Ele também sugeriu que o filme de Walter Salles “Ainda Estou Aqui” teria forte presença na temporada de prêmios, incluindo indicações ao Oscar.
Davis disse que Wagner Moura está “hipnotizante”, carregando o filme com uma tensão e inteligência melancólica. Tânia Maria, por sua vez, foi descrita como uma presença marcante que “rouba a cena” com sua atuação.
“O Agente Secreto” é um thriller de ritmo lento, segundo o crítico da Variety, que constrói o suspense de forma quase imperceptível.
O filme brasileiro, dirigido por Kleber Mendonça Filho, concorre em três categorias do Globo de Ouro e está na pré-lista do Oscar em duas, Melhor Filme Internacional e na inédita Melhor Elenco.
A produção, que já ganhou prêmios importantes no Festival de Cannes, incluindo o de melhor direção para Kleber Mendonça Filho e de atuação para Wagner Moura, tem recebido elogios da crítica internacional e é um dos fortes concorrentes nas premiações de cinema.
Outros destaques
Além do cinema brasileiro, Clayton Davis destacou outros títulos que marcaram 2025. Entre eles está “Hamnet”, de Chloé Zhao, descrito como uma obra profunda sobre luto e poesia. Para Davis, Jessie Buckley entrega uma atuação de “clareza emocional quase insuportável”, interpretando uma mãe devastada pela perda.
O crítico também chamou atenção para “Pecadores”, de Ryan Coogler, que ele define como um filme vigoroso e ambicioso, marcado pela força de Michael B. Jordan e pela presença emocional de Miles Caton e Wunmi Mosaku.
Ainda no circuito internacional, Davis elogiou “A Voz de Hind Rajab”, da tunisiana Kaouther Ben Hania, um drama intenso estrelado por Saja Kalani.
Outro destaque foi “Sirāt”, do espanhol Oliver Laxe, que o crítico descreve como uma experiência quase febril, feita para a maior tela possível — um delírio visual que se destaca pela ousadia.
Entre as performances citadas por Davis, também estão William H. Macy em “Sonhos de Trem” e Russell Crowe em “Nuremberg”, além da descoberta de Eva Victor no comovente “Sorry, Baby”.