Carlos Alves Vieira, de 48 anos, conhecido como “Ferrugem”, morreu durante uma troca tiros com agentes da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), na tarde desta sexta-feira (28), em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.
Ferrugem era membro da Sintonia Final da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Vieira acumulava 18 passagens pela polícia desde 2004. Além disso, é investigado por ameaças com emprego de arma de fogo contra devedores.
Quem é Tiriça, ex-líder do PCC inimigo de Marcola e isolado em presídio
Em 2015, Carlos foi investigado pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Guarulhos (SP) por tráfico de drogas, roubo, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Além do tráfico de drogas, Ferrugem era apontado pela polícia como atuante na intermediação e fornecimento de armas, mantendo contatos com diferentes integrantes da facção.
Investigações apontam que ele ascendeu rapidamente dentro do PCC como coordenador da logística na distribuição de drogas em média e larga escala, organizando inclusive rotas nacionais e internacionais.
Facções chegam a quase metade das cidades da Amazônia Legal, diz pesquisa
A CNN Brasil apurou que ele seria integrante do núcleo de lideranças da facção e atua no Itaim Paulista, na zona Leste de São Paulo, e nas cidades de Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá e Mogi das Cruzes.
Entenda a morte de Ferrugem
Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), ele foi abordado pelos militares por suspeita de transportar drogas em um veículo na Rua Carmo da Mata.
A secretaria afirma que, já no início do abordagem, o faccionado começou a atirar nos policiais, que revidaram. Durante o tiroteio, “Ferrugem” foi atingido e morreu no local.
A Rota apreendeu duas armas de fogo, grande quantidade de drogas e dinheiro vivo.
O caso foi registrado na Delegacia de Itaquaquecetuba e é investigado como MDIP (Morte Decorrente de Intervenção Policial).
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo