Durante cerimônia em Brasília, Luiz Inácio Lula da Silva abordou questões sobre desigualdade global e justiça social, destacando a necessidade de transformações significativas na distribuição de recursos e oportunidades no mundo. A apuração é do Bastidores CNN.
Em seu discurso, Lula enfatizou que não busca uma igualdade absoluta, mas sim garantir oportunidades equitativas para todos. “Eu não quero ser igual, eu quero apenas ter a mesma oportunidade que todo mundo”, afirmou, destacando especialmente a situação da população negra e de baixa renda.
“Não quero tirar o filho da classe média da universidade para colocar o negro, o que quero é dar ao negro a oportunidade de ter o que ele nunca teve”, apontou Lula, acrescentando: “Porque, na pobreza, não tem descriminação entre preto e branco, somos todos iguais, todos passamos necessidade, todos passam fome”.
Crítica à desigualdade global
O brasileiro apresentou dados alarmantes sobre a disparidade mundial, ressaltando que, apesar da produção de alimentos ser suficiente para alimentar duas vezes e meia a população global de nove bilhões de pessoas, “e ainda temos 700 milhões de pessoas com fome”, destacou.
Um dos pontos mais contundentes de sua fala foi a crítica aos gastos militares globais. Lula apontou que, no ano anterior, foram gastos US$ 2,7 trilhões em armamentos e guerras, enquanto não se investe nem 10% desse valor para combater a fome no mundo.
Durante seu pronunciamento, o presidente Lula também abordou questões relacionadas ao consumo e à publicidade, mencionando que aproximadamente 60% da propaganda veiculada na televisão é direcionada apenas a uma pequena parcela da sociedade, já que a maioria dos espectadores não possui poder aquisitivo para adquirir os produtos anunciados.