A modelo Dandara Couto, de 27 anos, reapareceu nas redes sociais neste sábado (24) e exibiu marcas pelo corpo, relatando ter passado três dias caminhando, sem dormir e quase sem se alimentar durante o período em que esteve desaparecida de sua família.
Localizada após o sumiço, Dandara abriu a publicação citando um trecho de uma música do rapper Criolo: “As pessoas se olham e não se falam, se esbarram na rua e se maltratam”. Segundo ela, que destacou que a canção a acompanhou durante o período, apenas ela conhece as lembranças do ocorrido. A jovem descreveu que andou constantemente enquanto conversava com o seu Ori.
“Pedi permissão para me abençoar, pedi perdão pelo que passei, mas, às vezes, a nossa mente vai para lugares que não sabemos ao certo, e a única coisa que podemos fazer é confiar em Deus”, escreveu. A modelo detalhou que não conseguiu dormir e que pediu apenas água, além de ter recebido ajuda de pessoas na rua. “Eu não dormi, só pedi água para beber, e duas pessoas na rua me ofereceram comida, a qual só comi no último dia, quando já não aguentava mais. De resto, é história”, relatou.
Contudo, ela pontuou que há lacunas em sua memória. “Eu não sei o que ocorreu entre a notificação do meu desaparecimento e o momento em que peguei o meu celular”, declarou. Demonstrando cansaço, Dandara comentou sobre a dependência tecnológica e a importância de prestar atenção ao redor: “Mas o que eu sei é que ando meio cansada. A cada pessoa com quem falo, tento acender o fogo, fazer com que abandonem a liturgia, mas a epidemia das telas é maior que esse corpo todo”. Ela acrescentou: “Ninguém mais sabe como chegar a um lugar sem um guia (aprendi isso no meu corpo). Então, vamos nos educar, nos questionar e ser o guia externo que o nosso interno busca, para, assim, transformar. Que, a cada nova oportunidade, prefiramos fazer o belo, de consciência limpa e coração leve”.
Ao finalizar o desabafo, a modelo destacou as lições aprendidas e a preocupação com a família. “Aprendi muito, principalmente a cuidar da saúde da minha mãe. E ainda tenho esperança de que mais gente possa aprender com tudo isso também. De uma modelo, eu fui ser ninguém”, concluiu.

“Por isso, eu quero um Brasil onde toda menina possa estudar, toda mulher seja respeitada e ninguém seja discriminado por ser quem é ou amar quem ama”, continuou. Ela não declarou se vota em Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), mas fez um apelo focado na diversidade e liberdade.
Folhapress | 12:48 – 25/10/2026