O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faz seu último giro de campanha pela região Nordeste nesta terça-feira (20), quando visita São Luís, capital do Maranhão, além de Juazeiro e Petrolina, municípios na divisa entre a Bahia e Pernambuco.
Lula começa o dia em São Luís, para caminhada ao lado de aliados como o governador do estado Carlos Brandão (MDB) e da senadora Eliziane Gama (PT). O compromisso está marcado para as 9h.
Depois, o petista faz uma passeata de Juazeiro a Petrolina, às 14h. Estarão presentes o governador e os senadores eleitos pelo PT na Bahia, Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner, além dos senadores eleitos em Pernambuco, Humberto Costa e Marília Arraes, e o presidente do PSB, João Campos.
Além disso, o mandatário prometeu que enviará, nesta terça, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma autorização para a quebra do sigilo bancário e telefônico seu e de sua família. O candidato à reeleição desafia seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), a fazer o mesmo desde o primeiro debate da televisão.
“A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio] tenha coragem de provar que é honesto, que faça como estou fazendo. E eu quero que a Justiça investigue e divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão e quem não é ladrão”, disse em ato de campanha na segunda-feira (19).
Segundo a campanha do mandatário, Lula enviará um documento ao presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, em que colocará todos os seus dados à disposição da Corte. O presidente afirmou que a “autorização” contempla a abertura do sigilo bancário dele e de seus cinco filhos.
Viagem ao Nordeste
Lula tenta aumentar sua vantagem em relação ao senador na região e recuperar votos perdidos desde a última eleição. No primeiro turno de 2022, o petista teve 21,8 milhões de votos no Nordeste, contra 8,8 milhões de Jair Bolsonaro; em 2026, 21,5 milhões, ante 10,4 milhões de Flávio.
O Maranhão foi o estado em que Lula perdeu mais votos proporcionalmente: saiu de 68,84% para 63,99%.
O petista decidiu não ir no primeiro turno ao estado – onde seus apoiadores acabaram divididos em duas alas devido a uma cisão regional. O candidato do PT (Partido dos Trabalhadores), Filipe Camarão, não decolou, e o presidente escolheu por evitar ruídos com os demais postulantes.
O presidente já havia ido à Bahia e Pernambuco no primeiro turno e agora repete as visitas aos estados, onde também perdeu votos em relação a 2022.