Queda de helicóptero na Arábia Saudita mata duas pessoas, diz autoridade

Um helicóptero AH-6i saudita caiu na região de Najran, na Arábia Saudita, devido a uma falha técnica, resultando na morte de seus dois tripulantes, informou neste domingo (18), por meio de um comunicado, o porta-voz da coalizão liderada pelo país, o brigadeiro-general Turki al-Maliki.

O helicóptero caiu em uma área sob a jurisdição do Ministério da Guarda Nacional Saudita, acrescentou o comunicado.

Arábia Saudita avalia ação militar após impasse em acordo com Houthis

Os ataques dos Houthis à Arábia Saudita envolvem mais do que o Iêmen.

Ao atacar infraestruturas e atrapalhar eventos de investimento essenciais para as ambições econômicas do país, os Houthis pretendem pressionar o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman a atender às exigências do grupo no Iêmen e a persuadir o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a flexibilizar o bloqueio norte-americano que sufoca a economia do Irã, segundo fontes sauditas, iranianas e regionais.

A campanha reflete uma avaliação do Irã e dos Houthis de que a prosperidade da Arábia Saudita, suas ambições de investimento e sua exposição a perturbações a tornam um ponto de pressão vulnerável em um confronto que se estende do Estreito de Ormuz, na foz do Golfo, até Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho.

O Irã, sob crescente pressão econômica e militar após a guerra iniciada pelos EUA e por Israel em 28 de fevereiro, busca aumentar o custo da estratégia de Washington ao atacar seus parceiros regionais, afirmou Michael Knights, da consultoria estratégica Horizon Engage.

“Os iranianos estão em uma situação de estrangulamento”, disse ele.

Incapazes de forçar Washington a mudar de rumo diretamente, Teerã e os Houthis estão “atacando a Arábia Saudita, estão atacando o ponto fraco”, acrescentou ele, explorando a vulnerabilidade econômica do reino e seu desejo de estabilidade.

Os Houthis têm interesse direto em amenizar o bloqueio dos EUA ao Irã, seu principal apoiador regional.

Uma redução da pressão sobre Teerã provavelmente fortaleceria sua capacidade de manter o apoio político, financeiro e militar, bem como o fluxo de armas e dinheiro dos quais, segundo os EUA, o movimento depende.

Mas os Houthis também têm suas próprias exigências, afirmaram duas fontes sauditas e três fontes regionais familiarizadas com o pensamento saudita: o fim das operações militares sauditas e das restrições aos portos e aeroportos iemenitas, voos regulares para o Irã, restabelecimento do pagamento de salários, indenização de guerra e o fim do apoio de Riade ao governo reconhecido do Iêmen.

Suas condições consolidariam o domínio Houthi sobre grande parte do Iêmen.

Uma autoridade sênior iraniana afirmou que os ataques Houthis fazem parte de uma estratégia mais ampla do Irã e de seus aliados para reestruturar o equilíbrio de poder regional, tendo como alvo a infraestrutura energética e as principais rotas marítimas.

Ele disse que Riade não pode contar com a proteção dos EUA e precisa, em vez disso, buscar negociações, acrescentando que os ataques Houthis continuariam a menos que as restrições sauditas fossem suspensas.

A estratégia, no entanto, coloca Mohammed bin Salman diante de um dilema, afirmam fontes familiarizadas com o pensamento saudita.

A escalada arrisca uma guerra mais ampla que poderia minar sua agenda de transformação, mas as concessões correm o risco de fortalecer um movimento que há anos desafia o poder saudita.

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