Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 17 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, na região Noroeste do Estado. A ação foi realizada na manhã desta quinta-feira (15), com apoio da Polícia Civil de São Paulo, em quatro cidades dos dois estados.
Segundo a polícia, um dos investigados apontados como principal fornecedor e liderança do grupo mora atualmente em Londres, na Inglaterra. Conforme a investigação, ele coordenava remotamente o abastecimento de entorpecentes.
Cerca de 100 policiais participaram do cumprimento das ordens judiciais em Maringá, Sarandi e Praia de Leste (PR), e em Franco da Rocha (SP). A operação contou ainda com o apoio de um helicóptero e de cães farejadores.
Foram cumpridos 14 mandados de prisão, 14 de busca e apreensão, além de medidas para bloquear contas bancárias e sequestrar um veículo. Durante as buscas, foram apreendidos 15 quilos de drogas, entre maconha e cocaína. A localização dos entorpecentes levou à prisão em flagrante de outras três pessoas.
Investigação aponta divisão de tarefas
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou há cerca de um ano, após a prisão de pessoas envolvidas na distribuição de drogas, em Sarandi. A partir disso, os policiais identificaram uma estrutura criminosa que abastecia e distribuía drogas também em Maringá.
O grupo utilizava sistemas de entrega por delivery para comercializar os entorpecentes. Conforme apurado, a organização tinha divisão de tarefas entre lideranças, fornecedores, responsáveis pelo armazenamento e fracionamento das drogas, distribuidores, entregadores e integrantes encarregados das operações financeiras.
Além do tráfico, a Polícia Civil apura como o dinheiro obtido com a venda de drogas era movimentado. Segundo as investigações, integrantes do grupo utilizavam contas bancárias de terceiros para receber e transferir valores, em operações que podem ter sido destinadas a esconder a origem ilícita dos recursos.
A apuração também identificou possíveis vínculos entre integrantes do grupo e uma organização criminosa de atuação nacional.