Cientistas revelam afundamento do solo global; Cidade do México tem rebaixamento de 21 cm por ano em algumas regiões

Um estudo divulgado, nesta segunda-feira (12), analisou o afundamento do solo de 465 cidades ao redor do mundo, sendo as regiões da Ásia, na Ásia Central e Ocidental e na América do Norte.

O mapeamento realizado entre 2014 e 2023, através de dados de InSAR (radar orbital), constatou que o afundamento do solo está acontecendo por fatores naturais, que alteram a estrutura do subsolo das cidades.

Segundo a pesquisa, o movimento anual do solo foi estável em Boston, Nova Iorque, Londres, Pequim, Tóquio, Seul, Sydney, Montevidéu e Nápoles, com taxas estimadas de afundamento e elevação variando de 0,1 a 1,9 mm por ano.

O estudo registra que partes da Cidade do México registram o afundamento mais rápido, com aproximadamente 217 milímetros (21 cm) por ano. A taxa mediana de afundamento em toda a cidade é de 8 mm por ano. Os principais motivos desse afundamento são as ações humanas, como a extrema extração de água subterrânea, o peso das infraestruturas urbanas e a extração de minerais e gases naturais.

Mesmo assim, fatores naturais, como a compactação de sedimentos, que é comum em cidades localizadas em deltas de rios planícies aluviais e regiões costeiras, também interferem no afundamento das cidades. Além disso, longos períodos de secas também interferem. Isso porque as secas reduzem a disponibilidade de água na superfície, o que força as cidades a realizarem a intensificação do bombeamento de água subterrânea.

O estudo publicado na revista Nature, que pode ser acessado neste link.

As informações sobre como esse fenômeno ocorre ainda são mínimas, com avaliações anteriores sendo realizadas a partir de métodos ou períodos diferentes, além de se concentraram apenas em um pequeno número de cidades, o que dificulta comparações globais.

Essa falta de informações e estudos dificulta, principalmente, a realização de políticas para as áreas de maior risco, que necessitam de intervenções urgentes.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

 

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