O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realiza, nesta sexta-feira (9), em Ceilândia (DF), seu primeiro ato de campanha no segundo turno das eleições – após dedicar dias a um ajuste de rota, com mudanças em sua equipe e estratégia.
Lula decidiu priorizar candidatos petistas que disputam o segundo turno das eleições no retorno de sua campanha à rua.
A retomada de agendas públicas ocorre em meio a uma reorganização da campanha petista depois do resultado do último domingo (4), quando Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio. Nos últimos dias, o presidente participou de conversas sobre estratégias de comunicação, articulação política e formas de conquistar votos além de sua base eleitoral.
Em Ceilândia, região administrativa mais populosa do Distrito Federal, Lula estará ao lado de Leandro Grass (PT), que disputa o segundo turno diante de Celina Leão (PP). O petista teve 34,47% dos votos, contra 49,93% da governadora.
Na manhã seguinte, no sábado (10), Lula vai a passeata em Natal (RN). O presidente tenta impulsionar Cadu de Lula (PT) na disputa diante de Alysson Bezerra (União). O petista teve 36,16% dos votos, contra 36,94% do ex-prefeito de Mossoró.
As escolhas acontecem em meio a mudanças na coordenação de campanha de Lula. O ex-ministro e ex-governador da Bahia Rui Costa reforça o time de agenda para o segundo turno. No primeiro, o ex-ministro Gilberto Carvalho concentrou a responsabilidade.
Agora atrás de Flávio Bolsonaro (PL) e sob pressão, Lula deve acelerar seu ritmo de viagens. No primeiro turno, o presidente conciliou compromissos de campanha com a Presidência, enquanto indicava que sua prioridade era “governar”.
Lula criticou a organização da campanha eleitoral deste ano em encontro com parlamentares na quarta-feira (8). Segundo o chefe do Executivo, a derrota no primeiro turno é fruto da desorganização do partido na mobilização.
“Nós temos uma classe trabalhadora que não quer carteira, que quer trabalhar por conta própria. Temos que lidar com isso. Fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Eu disse para o Edinho [Silva, presidente do PT] que essa foi a campanha menos organizada que participei desde 1989 e a gente colhe o que planta”, afirmou.