Campeão do mundo revela batalha contra doença autoimune: “Sou mais forte”

Campeão do mundo com a Itália em 2006, Gennaro Gattuso revelou detalhes da rotina que mantém há 15 anos para controlar uma doença autoimune. Atual técnico da Lazio, o ex-meia convive com miastenia gravis ocular e afirmou que precisa recorrer à cortisona para conseguir enxergar normalmente.

Durante participação no “Festival dello Sport”, na Itália, Gattuso contou que o tratamento faz parte de sua rotina há mais de uma década. Segundo ele, sem a medicação, os sintomas afetam diretamente sua visão.

“Já faz 15 anos que tomo cortisona, porque, se não uso cortisona ou a Diprospan, não consigo enxergar corretamente”, afirmou.

“Sou mais forte do que a doença”

Gattuso disse que conseguiu aceitar a condição ao longo dos anos ao observar situações mais graves provocadas pela mesma doença. A miastenia gravis pode causar fraqueza nos músculos voluntários, enquanto a forma ocular afeta principalmente os olhos e as pálpebras.

“Eu aceitei, lido com isso, não me deixo dominar. Sou mais forte do que a doença. Mas isso tem um custo, porque fazer uso de cortisona todos os dias não é fácil”, declarou.

O italiano também contou que mudou hábitos por causa do tratamento. Ele não consome bebidas alcoólicas há quase sete anos.

“Já faz seis anos, quase sete anos, que não bebo nenhuma bebida alcoólica, porque, com a cortisona, eu parei completamente de beber. Porque, caso contrário, eu estaria pesando 200 kg”, explicou.

Gattuso lamenta ausência na Copa de 2026

Na mesma entrevista, Gattuso falou sobre outra frustração recente. O técnico não conseguiu levar a Itália à Copa do Mundo de 2026.

A seleção italiana foi eliminada pela Bósnia e Herzegovina nos pênaltis, na repescagem das Eliminatórias. Gattuso revelou que passou os meses seguintes com dificuldades para dormir por causa do resultado.

“Dói. Se você analisar minha trajetória como treinador, verá que tenho poucos arrependimentos, mas… ainda assim dói. Foi uma enorme decepção”, afirmou.

“Nos primeiros meses, tive dificuldade para dormir. Depois, disse para mim mesmo ‘sim…’ e até consegui assistir à segunda fase da Copa do Mundo. Mas a cicatriz ficará para sempre”, completou.

 

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