Renan Calheiros (MDB-AL) deixará o Senado em 2027 depois de 32 anos na Casa Alta. Aos 71 anos, o senador estava no cargo desde 1995, quando tomou posse pela primeira vez.
Em 2026, Renan somou 22,24% dos votos e ficou atrás de Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB), perdendo as eleições depois de mais de três décadas.
Neste período, Renan foi eleito presidente do Senado em quatro ocasiões: 2005, 2007, 2013 e 2015.
O senador já havia sido deputado estadual de Alagoas de 1979 a 1983, deputado federal de 1983 a 1991 e ministro da Justiça de 1998 a 1999, nomeado na gestão de Fernando Henrique Cardoso.
Relação com o PT
A atuação de Calheiros ficou marcada por aproximações e afastamentos do governo do PT. Nos primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador alagoano formou base do governo e consolidou apoios do então PMDB com o PT. Em 2010, o seu partido elege Michel Temer como vice de Dilma Rousseff (PT) e Renan se consolida como uma das vozes de articulação do partido na Casa Alta.
Anos depois, no entanto, esse cenário muda. Como presidente do Senado, foi um dos principais a articular e votar a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Em 2021, ele foi relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19 e pediu o indiciamento de diversos bolsonaristas, incluindo o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A partir de então, o senador retoma a relação com o partido de Lula e é apoiado pelo presidente na busca da vaga pelo Senado.