A organização do Miss Universe Brasil confirmou a participação de Marcella Kozinski, 26, no Miss Universe 2026, previsto para o dia 24 de novembro, em Porto Rico.
A decisão foi reafirmada em meio à disputa pública e acalorada sobre a atuação do empresário tailandês Nawat Itsaragrisil na estrutura do concurso internacional.
Segundo comunicado, diretores nacionais expressaram apoio à Miss Universe Organization e às medidas adotadas para proteger a integridade, a estabilidade e o legado da competição.
O texto defende que os representantes de cada país cumpram suas responsabilidades com respeito, igualdade, transparência e segurança.
A nota também manifesta preocupação e desaprovação em relação as ações de Nawat que possam gerar qualquer tipo de divisão, confronto ou desinformação, comprometendo assim o andamento da competição.
Leia na íntegra o comunicado:

Entenda a polêmica envolvendo Nawat e o Miss Universe
A disputa envolvendo o empresário Nawat Itsaragrisil e o Miss Universe Organization teve início em 31 de julho, quando ele foi anunciado como Chief Executive Officer da Miss Universe Eastern.
De acordo com o comunicado, o tailandês assumiria a função ampliada após atuar como vice-presidente da Miss Universe Asiana e passaria a liderar uma equipe responsável por uma rede que representa mais de 90 países. Ele, na época, comemorou a função dizendo estar “profundamente honrado e feliz”.
Em agosto, outra nota, compartilhada no site oficial, reafirmou a posição de Nawat. Enquanto isso, uma declaração emitida pela Miss Universe East, dizia que a Miss Universe Organization operaria como uma joint venture entre os dois parceiros, com participação de 50% cada.
Semanas depois, as divergências se tornaram públicas, quando Nawat passou a questionar a administração do concurso e outras questões financeiras, envolvendo a realização do Miss Universe 2026, em Porto Rico.
Na ocasião, ele pediu esclarecimentos sobre os recursos ligados ao evento e defendeu maior transparência na utilização dos valores relacionados à disputa.
A situação piorou no início de setembro, quando uma nova declaração em nome da Miss Universe Organization contestou a autoridade de Nawat, afirmando que ele não possui posição de emprego, corporativa, executiva, operacional ou jurídica dentro da organização.
O comunicado, no entanto, não aponta que o empresário não é o CEO da Miss Universe East, apenas questiona se a nomeação lhe concede autoridade dentro da Miss Organization Global.
No dia seguinte, a Miss Universe Easten respondeu. Segundo a nota, JKN Universe LLC, empresa que opera como Miss Universe Organization, teria uma estrutura de propriedade dividida em 50% para MU East e 50% para MU West, através da JKN Legacy Inc.
MU East também afirmou que a declaração publicada no dia anterior não havia sido revisada nem aprovada pelo seu lado. Ao final, também defendeu o tailandês. “Nawat é o CEO devidamente nomeado da MU East e um reconhecido franqueado do Miss Universe”.
Natwat declarou que nunca alegou ser o único represente da Miss Universe Organization ou da JKN Universe LLC. Sua autoridade, segundo ele, deriva da nomeação formal corporativa e da estrutura contratual e de governança da Miss Universe Eastern.
Atritos nos bastidores atinge seis países de uma só vez
A organização do Miss Universe declarou as representantes de seis países do Sudeste Asiático (Tailândia, Indonésia, Vietnã, Malásia, Singapura e Laos) inelegíveis para a grande final da 75ª edição do concurso.
O veto é o desdobramento de um intenso conflito societário e de bastidores envolvendo a cúpula global da marca e o empresário tailandês Nawat Itsaragrisil.
A crise escalou publicamente após Nawat divulgar uma suposta negociação de US$ 8,7 milhões (cerca de R$ 44,6 milhões) relacionada a Porto Rico (sede do concurso) e a uma conta bancária que está no centro de uma disputa de propriedade entre sócios (envolvendo facções mexicanas e tailandesas).
A matriz do Miss Universo classificou a divulgação da informação como falsa, difamatória e um ato deliberado de interferência e agressão à reputação da marca.
Como consequência direta, a organização revisou e anulou os contratos de franquia ligados ao empresário na Ásia Oriental. Sem um elo jurídico válido, as misses já eleitas por seus respectivos países perderam o direito formal de inscrição, resultando na exclusão em lote de seis mercados fundamentais para a audiência e o turismo do certame.
A organização global anunciou que vai perseguir todas as vias legais disponíveis contra o vazamento e a interferência, enquanto a situação permanece indefinida — a menos que haja reversões por vias judiciais antes da data da final.
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