Centenas de moradores de Ceuta protestaram no domingo (20) exigindo providências do governo espanhol e afirmando que se sentem “abandonados”.
No sábado (19), grupos de migrantes ainda estavam acampados nas praias de Ceuta, enclave espanhol no norte da África, um dia depois de a polícia ter transferido alguns deles para instalações temporárias no porto da cidade.
Agitando bandeiras espanholas e pilotando motocicletas, os manifestantes disseram estar insatisfeitos com a resposta do governo à situação.
A Espanha estimou que pelo menos 10 mil migrantes permaneciam no pequeno território.
Mais de 72 mil pessoas cruzaram a fronteira do Marrocos para Ceuta no fim de julho, embora a maioria tenha deixado o enclave posteriormente. Na sexta-feira (18), a polícia de choque e o Exército espanhol começaram a retirar os migrantes das praias e a levá-los para novos alojamentos temporários construídos dentro do porto, com capacidade para 1.700 pessoas.
Organizações não governamentais (ONGs) afirmaram que milhares de pessoas ainda estavam sem abrigo e dormindo ao relento, em barracas. Uma ONG estimou que cerca de 4 mil migrantes permaneciam nas praias e calçadas de Ceuta, o que significa que o novo centro não seria suficiente para retirar todas as barracas improvisadas.
Três líderes de ONGs disseram à Reuters que as autoridades demoraram demais para oferecer o abrigo mínimo exigido pelo pacto europeu sobre migração.
(Câmera: Jaime Lopez; Produção: Elena Rodriguez)