A cantora e compositora Eliana Maria de Lima comemora a chegada dos 65 anos neste sábado (19). Voz de sucessos inconfundíveis como “Desejo de Amar”, “Volta pra Ela” e “Tô Fazendo Falta”, a artista paulista começou a carreira no Carnaval de São Paulo antes mesmo de consolidar o próprio nome no pagode nacional.
Com quase cinco décadas de trajetória, ela foi uma das grandes vozes à frente de diversas agremiações. Um dos momentos mais marcantes dessa fase ocorreu em 1988, quando realizou um dueto histórico com o mestre Jamelão pela Unidos do Peruche, que levou para a passarela do samba o inesquecível enredo “Filhos de Mãe Preta”.
No Anhembi, suas passagens potentes pela própria Peruche e pela Leandro de Itaquera (1989) deixaram marcas profundas: os sambas que interpretou na época continuam sendo aclamados pelo público e pela comunidade carnavalesca até hoje.
Alguns anos mais tarde, no entanto, foi eternizada com o verso “undererê” e viu sua carreira decolar, conquistando o país. No currículo, Eliana acumula dez discos e mais de dois milhões de cópias, marcas que lhe renderam três discos de ouro e dois de platina dupla, consagrando-a com o título de Rainha do Pagode.
Sua versatilidade também brilhou em outras frentes ao longo dos anos. No final de 2007, participou de uma edição memorável do programa “Qual é a Música?”, apresentado por Silvio Santos (1930-2024). Em 2013, a música “A Xepa” tornou-se o tema de abertura da novela “Dona Xepa”, na Record TV, emissora em que também integrou o reality show “Além do Peso” (parte do programa “Hoje em Dia”) em 2015, sendo a segunda eliminada da competição.
Indo além dos números expressivos ou títulos, o legado de Eliana de Lima é fundamental na história do samba. Em um ambiente historicamente dominado por vozes masculinas no comando dos microfones principais das escolas de samba, ela desbravou caminhos e abriu portas para que muitas meninas ousassem ocupar o posto de puxadoras, provando que o talento feminino tem força soberana na avenida.