A Rússia retomou os ataques aéreos contra a capital ucraniana, Kiev, nas primeiras horas desta terça-feira (8), pouco depois da partida dos negociadores de paz dos Estados Unidos. A cidade foi atacada com mísseis balísticos, deixando seis pessoas feridas, segundo o prefeito Vitali Klitschko.
Os ataques russos com mísseis e drones contra a Ucrânia, nesta manhã, mataram ao menos duas pessoas e deixaram sete feridas, informaram autoridades ucranianas.
Pessoas também ficaram presas em um edifício residencial, e houve incêndios em diferentes pontos de Kiev, afirmou Klitschko no aplicativo de mensagens Telegram, após o que descreveu como ataques russos com mísseis balísticos.
Um prédio residencial de cinco andares e um edifício de três andares foram danificados pela queda de destroços, informou separadamente a Administração Militar de Kiev no Telegram, pedindo que a população procurasse abrigo.
Enquanto explosões eram ouvidas em Kiev, a vizinha Polônia, integrante da Otan e da União Europeia, iniciou operações de aviação militar para proteger seu espaço aéreo diante do risco de violação, informaram as Forças Armadas polonesas no X.
Devido às operações militares, o Aeroporto de Lublin suspendeu temporariamente os voos na manhã de terça-feira, informou a PANSA (Agência Polonesa de Serviços de Navegação Aérea).
A Rússia retomou os ataques depois que os enviados de paz dos EUA, Jared Kushner e Steve Witkoff, deixaram a Ucrânia após uma reunião com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky no domingo (6), enquanto o governo Trump renovava seus esforços para pôr fim à guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura quatro anos e meio.
Eles haviam chegado de negociações em Moscou, após as quais o Kremlin afirmou não descartar a retomada das negociações trilaterais.
Na Rússia, drones ucranianos danificaram infraestrutura civil e deixaram pessoas feridas na cidade de Saratov, às margens do rio Volga, a cerca de 730 quilômetros a sudeste de Moscou, segundo o governador regional.
A região abriga uma grande refinaria de petróleo operada pela estatal Rosneft, além de diversas outras instalações industriais e militares.