Teerã ainda busca uma solução negociada para o conflito com os Estados Unidos, afirmou o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, nesta segunda-feira, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim, após novos confrontos entre os dois países.
Pezeshkian disse ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, à margem da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai em Bishkek, no Quirguistão, que a continuação da guerra não é do interesse de ninguém e que o diálogo e a cooperação são o caminho para resolver os problemas existentes.
Países retomam ataques
Irã e Estados Unidos trocaram ataques pela primeira vez em mais de um mês na noite de domingo (30) para segunda-feira (31), em uma sequência de ações que ameaça reacender o conflito, após semanas de relativa calmaria militar.
O Irã lançou mísseis contra alvos militares dos EUA na Jordânia em retaliação a um ataque americano contra lançadores de foguetes iranianos que, segundo os Estados Unidos, estavam sendo preparados para lançar minas marítimas no Estreito de Ormuz — principal rota de navegação que se tornou o centro das tensões regionais e dos esforços diplomáticos.
Mais tarde, na manhã de segunda-feira, os Emirados Árabes Unidos informaram que haviam interceptado um drone que se aproximava do país vindo do Irã, sobre suas águas territoriais.
A troca de ataques ocorreu poucos dias depois de o presidente Donald Trump declarar que o Estreito de Ormuz estava livre de minas e representa uma ruptura com a recente mudança de foco de Washington para aumentar a pressão econômica sobre o Irã, em vez de realizar ações militares.
Seis meses após o início do conflito, Estados Unidos e Irã estão envolvidos em uma disputa pelo controle da hidrovia, fundamental para o fornecimento global de energia. Teerã afirma ter o direito de administrá-la, realizando ataques regulares contra embarcações, enquanto os Estados Unidos estão determinados a manter o tráfego marítimo funcionando, escoltando navios e mantendo um bloqueio militar aos portos iranianos.