A ministra interina de Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, afirmou neste sábado (3) que cerca de 100 brasileiros que estavam na Venezuela a turismo saíram do país com a ajuda da embaixada do Brasil.
“A nossa embaixada em Caracas segue acompanhando com atenção, não apenas o desenrolar dos acontecimentos, mas também a situação da comunidade brasileira naquele país, não havendo qualquer relato de vítimas ou feridos. Inclusive, temos a informação de quem 100 brasileiros que estavam a turismo saíram tranquilamente com a atuação da nossa cônsul”, afirmou.
A fala ocorreu em declaração à imprensa logo após uma reunião do governo federal para avaliar os ataques dos Estados Unidos à Venezuela.
O ministro da Defesa, José Múcio, também participou da coletiva e disse que a fronteira da Venezuela com o Brasil nunca esteve tão tranquila.
“A situação na fronteira nunca esteve tão tranquila quanto está hoje. Movimento mínimo, é como se fosse um feriadão”, afirmou.
O encontro foi comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que participou por videoconferência, assim como os ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, e da Comunicação, Sidônio Palmeira.
A reunião ocorreu no Palácio do Itamaraty e contou presencialmente com a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, além de Maria Laura Rocha e José Múcio.
A ministra interina de Relações Exteriores reconheceu Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, como a atual comandante do país após Donald Trump afirmar que os Estados Unidos seria o responsável.
Ataque à Venezuela
Os Estados Unidos atacaram a Venezuela e capturaram o ditador Nicolás Maduro, que estava no poder há décadas, em uma operação realizada na madrugada deste sábado (3), anunciou o presidente americano Donald Trump.
Ele informou que o país será governado pelos EUA por enquanto, inclusive com o envio de tropas, se necessário.
Não está claro como Trump pretende supervisionar a Venezuela. Apesar da operação noturna que deixou parte de Caracas sem energia elétrica e capturou Maduro em um de seus esconderijos, as forças americanas não têm controle sobre o país em si, e o governo de Maduro parece ainda estar no poder.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados do território venezuelano e estão a bordo do navio USS Iwo Jima, com destino a Nova York, onde o ex-presidente será processado pelo Distrito Sul.
As acusações contra ele incluem conspiração de narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas destrutivas.